"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2009/01/28

pipoca & celulóide

PODER, MANIPULAÇÃO E dEs___IgUaLdAdEs

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Num belo dia, os animais da fazenda do sr. Jones se dão conta da vida indigna a que são submetidos: eles se matam de trabalhar para os homens, lhes dão todas as suas energias em troca de uma ração miserável, para ao final serem abatidos sem piedade.

Liderados por um grupo de porcos, os bichos então expulsam o fazendeiro de sua propriedade e pretendem fazer dela um Estado em que todos serão iguais.


O sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se com uma revolução. Como acontecem com as revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder.


Logo começam as disputas internas, as perseguições e a exploração do 'bicho' pelo 'bicho', que farão da granja um arremedo grotesco da sociedade humana.


As lições que se pode assimilar d’
A Revolução dos Bichos são mais atuais que nunca, pois a concentração de poder, a manipulação das informações e as desigualdades são cada vez mais graves.

Portanto, nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros.

2009/01/26

pipoca & celulóide

"ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS"

- “Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.”


Numa alegoria à corrupção do poder na União Soviética comandada por seu líder, Josef Stalin, o escritor George Orwell escreveu "A Revolução dos Bichos". Considerada um best-seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones (Pete Postlephwaite).
Um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, eles se organizam em seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras. Mas na busca de uma sociedade ideal se vêem traídos pela opressiva atuação dos novos dirigentes.
Essa adaptação da sátira de George Orwell à Revolução Russa, aqui numa produção para TV filmada com animais de verdade e vozes de astros famosos. Feito anteriormente na Inglaterra, em 1955, numa versão em desenho animado.
comentários:
I.
copilado de alhures...

Luis Carlos Lima:

"... O filme retrata a revolução russa:
Major (Lenin);
Napoleão (Stalin);
Bola-de-neve (Trotsky);
as ovelhas, que repetem sem consciência os lemas;
os cavalos com seus tapa-olhos que só conseguem olhar para o trabalho;
as galinhas que se perdem na dispersão;
o burro empacado em suas verdades, impossibilitado de denunciar aos demais os abusos praticados;
os cães fiéis à guarda de seus donos...
Todos personagens históricos personificados nos bichos, escravos da própria revolução, prisioneiros dos sonhos depauperados. Sem duvidas... Uma obra prima! Penso que o poder é e sempre será sujo, não obstante aquele que o possua sempre manterá o domínio. Qualquer um que ouse liderar estará fadado a dançar nos braços do descaso e perder os princípios dos ideais comuns.

II.
Anônimo disse...

Veja, você, como se constrói paradigmas, que transformam o homem em uma 'besta fera':

"OS SETE MANDAMENTOS

Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
O que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
Nenhum animal usará roupa.
Nenhum animal dormirá em cama.
Nenhum animal beberá álcool.
Nenhum animal matará outro animal.
Todos os animais são iguais."


2009/01/24

cultura & arte__manhas


Ocorreu nesta semana em Salvador/Bahia mais um Hiper-Mega evento promovido  pelos defensores do centralismo democrático (sic!!), isto tudo aos moldes dos homens de negócios norte-americanos com um único objetivo, qual seja o de vender quinquilharias multicoloridas.

  

Qual seja, o evento promovido pela anacrônica esquerda autoritária encastelada nas torres de poder do governo petista: a VI Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE (organização estudantil cooptada pelos partidos políticos e governo para fins espúrios). E tendo como objetivo primordial elogiar os governos do lula_lelé, cháves, evo, fidel e outros tantos dinossauros do marxismo-leninismo. 

    

Por estarmos atônitos diante de posturas camaleônicas de transmutação ideológicas – e termos dificuldade para expressarmos com clareza o que está acontecendo com este combativo instrumento de expressão e luta dos despossuídos –, transcrevemos um pequeno trecho da coluna Em tempo do Jornal Tribuna da Bahia, do Alex Ferraz:

"[...] quando se dizia que a UNE (União Nacional dos Estudantes) ia se reunir, era um corre-corre. Só esperava muito protesto, ações sociais fortes, passeatas, uma coisa belíssima. Hoje, a UNE faz encontro de cinco mil em Salvador para discutir cultura... Dentro de quatro paredes, é claro!

Antes que algum leitor desavisado me interprete mal, devo dizer o óbvio: nada, absolutamente nada contra a cultura. Muito pelo contrário, pois é cultura o que mais falta às gerações de estudantes pós-reforma do ensino feita pela ditadura militar.

Mas seria no mínimo interessante que os estudantes fossem às ruas protestar contra o desemprego crescente, a miséria terrível e a violência absurda. No entanto, a categoria que chegou a derrubar um presidente, em 1992, hoje faz chá das cinco. E com gordas verbas do governo federal. Ou será exatamente por isso que as lideranças se calam?

[...] entendo muito bem os significados da palavra alienação e da expressão "jogo de interesses." Lamentável é um governo dito de esquerda paralisar os movimentos sociais de forma mais radical do que conseguiu a ditadura armada. Concordo."

  

Portanto, alguns compas libertários não puderam deixar passar em brancas nuvens essa oportunidade para se fazer presente com este ácido (curto & grosso) e instrutivo ‘mosquitinho':

2009/01/18

extraindo conceitos


Maria Tereza Goudard Tavares

[...]

Com efeito, o crescimento vertiginoso da miséria humana, da degradação ambiental, da exclusão social e da violência em todos os campos do social, associado à descrença contemporânea na política – alimentada pelos mass media e pela indústria cultural – e somados ao declínio da esfera pública e mercantilização crescente da vida cotidiana, vêm acelerando a irrupção de sentimentos e práticas niilistas, que exarcebam o individualismo e o descompromisso com a vida coletiva, objeto fundamental da ética e da política.

Nesse sentido, as palavras de Boaventura de Souza Santos são definidoras da profunda crise do momento presente:

"Vivemos num tempo paradoxal. Um tempo de transformações vertiginosas produzidas pela globalização, a sociedade de consumo e a sociedade de informação. Nunca foi tão grande a discrepância ente a possibilidade técnica de uma sociedade melhor, mais justa e mais solidária e a sua impossibilidade política" (
Por uma pedagogia do conflito. Editora Sulina, 1996).

Para outros como François Dubet (
As desigualdades multiplicadas. Editora Unijuí, 2003), a atual crise civilizatória é muito mais aguda e complexa do que em outros períodos da história humana. Pois, a partir da modernidade no mundo ocidental, as desigualdades que sempre existiram, passam a ser consideradas não mais “naturais”. Portando, passam a constituir um problema social, que deve ser equacionado no campo político, econômico, cultural, jurídico, educacional etc.

Nesse sentido, complexificou-se em inúmeras dimensões a questão da consciência da “não-natureza” das desigualdades intra e inter sociedades. Isto é, o (re)conhecimento da produção histórico-social das desigualdades não vem sendo acompanhado de um desaparecimento e/ou supressão das mesmas. Pelo contrário, as desigualdades vêm vertiginosamente se ampliando, tornando a vida de uma imensa maioria no planeta ameaçada ao ponto da perda de sua humanidade. A sociedade humana e o próprio ecossistema vêm sofrendo ameaças de extinção em diferentes lugares do planeta.

Trazendo essas questões para a sociedade brasileira contemporânea, convivemos com índices sociais trágicos. De acordo com o IBGE (2004), tratando-se das somas dos rendimentos, os 10% mais ricos ganham 47 vezes mais do que os 10% mais pobres. Em 2003, havia mais de 40 milhões de pobres abaixo da linha de sobrevivência, ou seja, um em cada quatro brasileiros.

Assim, a existência de milhares de desempregados, analfabetos, trabalhadores rurais sem terra, trabalhadores urbanos sem-teto, pobreza e miséria no campo e na cidade, a perda da infância de meninos e meninas nas ruas, o crime organizado e a nossa perversa concentração de renda são problemas que nos empurram cada vez mais para uma “apartheid” social e nos questionam se, em alguns momentos de nossa história, fomos cidadãos.

[...]

leia mais, saiba mais:
http://www.asduerj.org.br/publica/publicacoes.asp#


2009/01/15

vida útil

DEGENERESCÊNCIA PROGRAMADA


Eles – os donos dos anéis multicoloridos – acreditam que estamos ‘condenados’ a circular infinitamente pelos labirintos assépticos do consumo: shoppings, pontos de conveniências, etc. Perdidos em corredores de um mundo ilusório, ou seja, em busca de 'felicidades' que só se realizam na quantidade de bens não-duráveis adquiridos, mas sem nenhuma utilidade real.


Nós – os não enquadrados – estamos aqui para questionar este ‘modus vivendis’, onde a única alternativa apresentada é o consumo desenfreado de quinquilharias multicoloridas, num mundo sem eira nem beira e entregue aos ventos do consumo.


E você... pode assistir ao vídeo
‘A HISTÓRIA DAS COISAS’ para compreender, de forma bem suscita, os mecanismos de manipulação e controle das nossas reais carências. Mecanismos estes desenvolvidos por Eles – os donos dos anéis multicoloridos – para estimular exponencialmente as nossas 'necessidades' de pertencimento. Bem como, conhecer o limite do eco-sistema planetário em preencher essas ‘necessidades’ forjadas nos laboratórios de multimídias.

2009/01/11

visões antropofágicas

O homem, lobo do próprio homem!
el__brujo

O momento não é só para expressarmos a nossa 'solidariedade' aos homens, mulheres e crianças que vivem em estado contínuo de sobressaltos, visto que estão pressionados pelo medo dos rojões fumegantes que cruzam os céus nas terras da sofrida palestina... Mas de denunciar, também, às atrocidades cometidas pelos dois Estados teocrático (judeu e mulçumano, incluindo aí nesse caldo insosso e intragável a dissidência fundamentalista, que é o grupo do Hamas) na região em disputa, isto durante este viril e virulento perrengue em andamento entre os machos árabes e os machos israelitas.

Ou seja, trazer a um maior número possível de pessoas as motivações reais desta guerra por territórios, e que, por se só, já pode ser considerada como insana, isto é, diante da quantidade de mortos civis: denunciamos que em sua maior quantidade é constituída de crianças e mulheres. E como destaque, dizemos que, obviamente, não estão diretamente envolvidos nos movimentos militares – com morteiros/ rojões em punho – em defesa e/ ou controle dessa ou daquela posição territorial, onde estão localizados os mananciais de água potável e/ ou hidrocarbonetos, em especial atenção paras o gás natural...

A nossa ação consciente de 'solidariedade' deve está diretamente associada a uma outra ação mais consistente, qual seja a de clamar peremptoriamente pela paz, ou seja exigir a suspensão imediata (por parte de todos os Estados envolvidos neste perrengue) dos exercícios de força física com seus danosos, nefastos e irracionais bombardeios das áreas urbanas e, também, da ocupação de territórios - que desde há muito vêem sendo habitado pelo povo do deserto - em Gaza e na Cisjordânia, que no entendimento de inúmeros organismos internacional estão sob responsabilidade dos árabes mulçumanos.

Portanto, estamos todos convidados para refletir sobre as ações de guerras (bombardeios recíprocos e ocupação de territórios) em andamento nas terras do povo do deserto - palestina -, envolvendo os Estados teocrático dos israelitas e árabes:
queremos, desejamos e exigimos PAZ;
pelo fim imediato de todas as guerra!!


2009/01/01

visões antropofágicas

ADEUS PARA O ANO VELHO,
FELICITAÇÕES ORGÁSTICA AO ANO NOVO!!

el_brujo

Rojões com seus rastros multicoloridos cruzam de lá para cá, e daqui para lá... Os víris machos judeus aliados aos machos mulçumanos trocam fraternalmente, entre si, amenidades mensuradas em kilotons!

Não é a toa que estejamos tão atordoados diante dos fluxos midiáticos vindos do oriente médio, haja vista os níveis de decibéis alcançados quando da ‘queima dos fogos de artifícios’ neste início de mais um ‘ano novo’, isso sobre os céus da velha e sofrida terra da palestina...
Comemoram, assim, a morte dos diferentes/ inimigos tribais em busca do líquido precioso – água para saciar as suas necessidades produtivas, seja na produção de alimentos e/ ou do entretenimento.
Alguns de nós se sente chocado com tais atos de barbaridade, pois tais artefatos metálicos transpotam consigo a possibilidade do fim da vida!! Portanto, eis a atrocidade que os ‘estados’ mulçumano e judaico, em seu litígio particular, teimam em colocar em prática sobre os povos do deserto.
Outros, mais pragmáticos, tentam justificar tal atitude com pressuposto buscados em fatos do passado: quem sabe não seja ‘naturalmente’ determinada esta desavença milenar em função do 'amor' narcísico de Jeovah e/ ou de Allah...
Nesses tempos, cada vez mais tenebrosos, onde se impera a marcha destrutiva dos gananciosos senhores dos anéis sobre a cada vez mais tênue sociabilidade humana, recorro aos saberes mundanos de Hannah Arendt:
“É próprio da história dos assuntos humanos que todo ato, uma vez executado e inscrito nos anais da humanidade, continue sendo uma possibilidade muito depois de sua atualidade ter passado a fazer parte da história. Jamais houve castigo com suficiente poder de dissuasão para impedir que se cometam delitos.” (1999).