"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2009/10/31

SOLIDARIEDADE__FAG -- INVADIDA__02

COMUNICADO
FAG
Protesto não É crime,

nenhum passo atrás!

Sábado 31 de outubro de 2009, Porto Alegre-RS, Brasil

A Federação Anarquista Gaúcha (FAG) agradece fraternalmente a solidariedade que está sendo manifestada e reafirma seus princípios frente ao ocorrido no dia 29 de Outubro, em Porto Alegre.

Homens e mulheres livres, dotados de ideais e certos do direito que tem de expressá-los política e socialmente seguem íntegros.

Na tarde do dia 29 de Outubro foi deflagrada a execução pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul de dois mandados judiciais (Justiça Estadual) de busca e apreensão na sua sede pública em Porto Alegre e no endereço de hospedagem do site vermelhoenegro.org na cidade de Gravataí.

Em tais ordens constava o recolhimento de material impresso de propaganda, computador (CPU) e demais objetos relacionados à queixa criminal. Os agentes do Estado inicialmente tentaram arrombar o portão conforme testemunho de vizinhos do local, já que a sede estava fechada naquele momento.

Após a entrada no local, mediante a leitura do mandado, iniciaram a busca no interior do imóvel por cartazes, boletins informativos e demais documentos ao mesmo tempo em que desligaram o telefone, alegando que durante aquela execução não se pode usar tal meio.

O agravante é que além do cartaz requerido pela ordem judicial, no qual a governadora é responsabilizada junto à Brigada Militar (polícia militar estadual) pelo assassinato de Eltom Brum da Silva, levaram o estoque de arquivo de outras produções impressas de opinião política e informação, como um arquivo de cartazes reivindicando a saída da governadora e denunciando a ingerência do Banco Mundial no seu projeto político.

Este material é parte da campanha pública deflagrada pela FAG dentro do contexto de uma ampla campanha de mobilização sindical e popular ampla que vem se desenvolvendo há pelo menos um ano neste estado.

Conforme comunicado pelos agentes da Polícia Civil o processo está embasado na queixa de injúria, calúnia e difamação contra a FAG movido pela governadora Yeda Crusius (PSDB) referente ao termo “assassina” publicado em panfletos, cartazes e página web.

Também foram apreendidos outros documentos não relacionados ao fato, assim como uma coleção de discos de arquivo de backup e do próprio CPU.

Perguntavam por armas e drogas, numa tentativa clara de nos criminalizar assim como sobre quem toma as decisões, quem são os responsáveis, como funciona a FAG, se tem registro jurídico formal enquanto associação ou entidade.

Buscavam também, com um segundo mandado semelhante o endereço e o responsável pela página do site da internet, havendo uma ameaça clara de cerceamento da liberdade de expressão também neste veículo assim como da tentativa de criminalização do seu responsável técnico, o qual não foi localizado.

O responsável pelo endereço físico do portal foi levado à 17ª delegacia e apreendido neste local – em Gravataí (Região Metropolitana de Porto Alegre) também o CPU do seu computador, um palm-top de uso pessoal e arquivos de documentos antigos da FAG, que permaneceram lá guardados ao longo dos anos, como cartazes, revistas e informativos diversos.

No total, a repressão política impetrada pela governadora terminou identificando e levando para interrogatório a quatro pessoas.

As oitivas se deram na 17ª delegacia de Polícia Civil em Porto Alegre, agora seguindo o inquérito, possível indiciamento e posterior processo judicial contra os indivíduos identificados e responsabilizados pela referida campanha pública de difusão de opinião, em nome da FAG, sobre o assassinato de um companheiro do MST na fazenda Southall em São Gabriel (Fronteira Oeste), ocorrido em 21 de agosto deste ano.

Reiteramos porém que não apenas os ditos materias ofensivos foram apreendidos, mas vários arquivos de textos e discos, documentos políticos, atas de encontros e reuniões, inclusive objetos já descartados caracterizados como lixo e também que a ameaça de exclusão do site vermelhoenegro.org está clara.

Assim, alertamos a todas as companheiras e companheiros, incluindo aqueles que se solidarizam conosco, cientes do motivo caso sejamos excluídos, ou melhor, censurados, em nossa página na internet.

O episódio do assassinato do sem-terra Eltom Brum da Silva, a luta de idéias, a propaganda e agitação produzidas pela FAG sobre os fatos motivaram a queixa de injúria, calúnia e difamação que resultaram em busca e apreensão do material difundido na semana seguinte ao dia 21 de Agosto de 2009.

Em São Gabriel, no sul do país, o colono Sem Terra foi covardemente morto com um tiro de calibre 12 pelas costas, havendo inclusive relatos discordantes quanto ao responsável direto pela morte.

Este fato é fundamental, já que uma pergunta que fazemos é: independente da patente daquele que segurava a arma com munição letal e da sua intenção ou dolo, não são os governantes os responsáveis pelas polícias e demais instituições do Estado?

No topo da cadeia hierárquica são os governadores dos estados brasileiros os chefes máximos das polícias estaduais (Civil e Militar), portanto é a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, assim como seria em qualquer outro estado do país, a responsável direta por qualquer ato de seus comandados diretos. Mas há ainda outras considerações importantes.

As políticas públicas implementadas pelos governos são também responsabilidade de quem as define e executa, mais uma vez representado no seu chefe, o governador.

Não somente a fato do assassinato de um Sem Terra em 2009, caracterizado pela própria mídia tradicional como político, mas também as conseqüências das políticas para a educação e saúde públicas, da criminalização da pobreza nas periferias urbanas e no campo, assim como sobre os movimentos sociais e sindicatos são bandeiras legítimas que vários setores do povo organizado vêm levantando a mais de ano contra este governo.

Não há casos isolados, mas um endurecimento dos dispositivos de criminalização e repressão brutal a todos estes setores, como por exemplo, na greve dos bancários e dos professores estaduais em 2008 e a tentativa de criminalização da oposição dos servidores públicos liderada pelo CPERS-sindicato, de longa trajetória de lutas.

Não podemos tampouco omitir o processo político deflagrado junto ao Ministério Público estadual contra o MST, uma conspiração de Estado, também com o firme propósito de criminalizá-lo.

Outro agravante deste governo são os efeitos a curto, médio e longo prazo do empréstimo com o Banco Mundial, por exemplo, a tentativa de venda da Pampa para os interesses das papeleiras, a prevalência do agronegócio sobre a agricultura familiar e o financiamento direto e indireto dos grupos e corporações nacionais e multinacionais.

Enfim, se aplica o plano estratégico neoliberal para o RS publicamente conhecido na agenda 2020 e estas metas são responsabilidades de todos os que compõem o governo com funções políticas (1º, 2º e 3º escalão) e principalmente da governadora Yeda Crusius, evidente defensora do seu projeto de governo, ou melhor, do projeto das elites que a sustentam e dos interesses que estas representam.

Não ignoramos o papel das classes dominantes como agentes decisivos na política e da sua influência no jogo de interesses que caracterizam os governos de turno do estado do RS.

Aqui estão presentes os interesses dos latifundiários e do agronegócio e toda sua cadeia depredatória, como a indústria da celulose, o deserto verde, a exploração das reservas de água, a tentativa de criminalização do MST, o fechamento das escolas itinerantes dos acampamentos, etc...

Também estão em jogo os interesses daqueles que vivem do roubo sistemático contra o povo, da corrupção institucionalizada, da banca estelionatária e criminosa, da velha ordem de tirar vantagem, de desprezar o povo e fundamentalmente seus direitos e sua capacidade de rebelar-se.

São inúmeras as denúncias e evidências de corrupção escandalosa assim como foram muitas as tentativas de desqualificar e impedir os sindicatos, as categorias e movimentos sociais de manifestarem seu repúdio, sua opinião.

A política de retirada de direitos dos trabalhadores, muitos deles conquistados orgulhosamente com muito combate desde os sindicatos de resistência há mais de cem anos, não é exclusividade do governo Lula.

Aqui no RS o governo Yeda Crusius tomou e vem tomando várias medidas de cerceamento, repressão e criminalização contra os professores estaduais e seu o sindicato (CPERS), assim como de seus dirigentes.

As escolas públicas estaduais passaram a ser um negócio entre o governo e organizações privadas, as fundações educacionais, verdadeiras cloacas de dinheiro público com sua lógica de gestão e seus interesses, onde quem ganha são os de sempre e quem perde é o povo.

As conquistas de décadas de lutas das categorias dos trabalhadores da educação vêm sendo combatidas arduamente pela atual política para a educação no governo estadual, antes também personificado na figura de Mariza Abreu, ex-secretária de educação, logo também responsável pelas suas conseqüências do projeto que defende.

O CPERS junto a vários outros sindicatos dos serviços públicos estaduais organizados no Fórum dos Servidores e com diversos setores dos movimentos populares, sindical e estudantil vem denunciando e posicionando-se contrários publicamente a essas políticas e suas conseqüências.

A campanha, chamada “Fora Yeda”, na qual somamos esforços é onde está contextualizada a luta de propaganda e agitação que motiva o processo contra a FAG.

Queremos registrar a solidariedade que foi manifestada prontamente por vários companheiros, entidades, sindicatos, veículos de comunicação alternativos, da comissão de direitos humanos do MST, do Cpers-sindicato na presença de sua presidente e vice já em nossa sede durante a operação policial, assim como da disponibilização das assessorias jurídicas deste e de outros sindicatos.

Temos a solidariedade como um princípio e estamos enaltecidos com tantas manifestações que recebemos e certamente seguiremos recebendo de tantos estimados companheiros, como as já manifestadas pela Confederação Geral do Trabalho (CGT-Espanha) e nossa co-irmã, a Federação Anarquista Uruguaia (FAU).

Nos exemplos de Sacco e Vanzetti reafirmamos que a natureza criminal das classes dominantes, suas elites dirigentes, do sistema capitalista seguirá colidindo com o antagonismo e a vigência de nossas lutas, de nossos princípios e acima de tudo do direito a liberdade pelo qual seguiremos peleando.

Com um olhar firme no horizonte libertário que buscamos, com a dignidade de combatentes e a solidariedade com as classes oprimidas, aos povos que lutam, suas ânsias por construir desde o presente caminhos rumo a uma nova sociedade, nenhum passo atrás é a palavra de ordem.

Que a ofensa feita a um seja a luta de todos!

Pelo socialismo e pela liberdade,

Não tá morto quem peleia!

Federação Anarquista Gaúcha

Contato:

fag.solidariedade@gmail.com


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PROMOÇÃO DA EDITORA IMAGINÁRIO

(26 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO DE 2009)

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Ano - 2004
de
R$ 35,00

por

R$ 28,00
Em Notas Sobre o Anarquismo, um livro de extrema atualidade e de fácil compreensão, apresentamos um “outro” Chomsky. Diferente do professor de Lingüística do MIT e diferente do crítico radical das políticas externas dos EUA.

O Chomsky aqui apresentado é o socialista libertário que pensa como transformar as realidades do capitalismo a partir de uma perspectiva anarquista.

Em dois artigos e oito entrevistas – uma inclusive realizada pelos editores do livro ainda em 2004 – há debates sobre socialismo, anarquismo, sindicalismo, Estado, movimentos sociais e uma série de outros assuntos relacionados.

Apresentamos agora ao leitor um outro Chomsky. Diferente do professor de Lingüística do MIT e diferente do crítico radical das políticas externas dos EUA.

O Chomsky aqui apresentado é o socialista libertário que pensa como transformar as realidades do capitalismo a partir de uma perspectiva anarquista.

Em dois artigos e oito entrevistas, Chomsky critica autoridade e poder ilegítimos, e fala sobre marxismo, identificando-se com os marxistas heterodoxos e tecendo duras críticas ao bolchevismo.

Ao mesmo tempo, invoca os anarquistas clássicos em sua crítica ao socialismo de Estado e à burocracia que surge a partir dele.

Discute os freqüentes antagonismos entre os projetos políticos futuros e as situações reais do dia-a-dia. Fala sobre democracia, fazendo suas as críticas à democracia representativa, há muito conhecidas pelos anarquistas.

Defende como forma ideal de uma sociedade futura, aquela que permite às pessoas decidirem sobre o que as afeta: uma sociedade autogerida. Uma sociedade em que a liberdade seja sua principal característica.
#*#
“O problema de ‘libertar o homem da desgraça da exploração econômica e da escravização social e política’ permanece o problema do nosso tempo. Enquanto isso durar, as doutrinas e as práticas revolucionárias do socialismo libertário servirão como inspiração e guia.”

“Eu me encantei pelo anarquismo ainda bastante jovem, assim que eu comecei a pensar no mundo para além de uma perspectiva bastante limitada, e não vi muitos motivos para mudar aquelas precoces atitudes desde então.

Eu creio que o anarquismo só tem sentido ao procurar e identificar estruturas de autoridade, hierarquia, e a dominação em todos os aspectos da vida, e desafiá-las; e a não ser que sejam justificadas, serão ilegítimas, e deverão ser desmanteladas, para estender o alcance da liberdade humana.”
[...]

“A Guerra Civil Espanhola talvez seja o caso mais importante [dos movimentos que deram vida ao anarquismo], ainda que devamos lembrar que a revolução anarquista que conquistou boa parte da Espanha em 1936 tomando várias formas, não foi um levante espontâneo, mas foi preparada através de muitas décadas de educação, organização, esforço, derrota e algumas vezes vitórias.

Isso foi muito significante. O suficiente para despertar a ira de todos os maiores sistemas de poder: stalinismo, fascismo, liberalismo ocidental, a maioria das correntes intelectuais e suas instituições doutrinárias – todos combinados para condenar e destruir a revolução anarquista, assim como fizeram; um sinal de sua importância, na minha opinião.”
Noam Chomsky

Sumário:

Notas Sobre o Anarquismo (prefácio do livro Anarquismo de Daniel Guérin)
A Relevância do Anarco-Sindicalismo (entrevista para Peter Jay)
Anarquismo, Marxismo e Expectativas para o Futuro (entrevista para o jornal Red and Black Revolution)
Metas e Projetos (capítulo do livro Powers and Prospects)
Anarquismo, Intelectuais e Estado (entrevista dada aos estudantes de História da USP quase 10 anos atrás)
Noam Chomsky Sobre Anarquismo (entrevista para Tom Lane)
Reforma e Revolução (entrevista para a revista Anarcho- Syndicalist Review)
Algumas Questões Sobre Anarquismo (entrevista feita pelo fórum da revista Zmag)
Anarquismo e Poder (entrevista para Harry Kreisler)
Dilemas do Socialismo Libertário (entrevista para os editores desse livro)

2009/10/30

SOLIDARIEDADE__FAG -- INVADIDA

...a coisa é séria e não se pode ficar sem que protestemos, pois que já tínhamos o fidel castro em cuba, o hugo chaves na venezuela, evo morales na bolívia e agora a yeda crusius em porto alegre... que usando da força policial tentam silenciar a voz dos que peleiam pela liberdade!!!
*#*

A sede da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) foi invadida por dezenas de policiais ontem (29/out/2009), por volta das 16 horas.

A ação policial, sob um mandado de busca e captura, visava recolher material de propaganda contra a governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius, que decidiu mover uma ação por injúria, calúnia e difamação contra ativistas da organização anarquista.

No local da FAG, na rua Lopo Gonçalves, Cidade Baixa, os policiais apreenderam vários materiais de propaganda, documentos e um computador. Integrantes da FAG prestaram depoimentos na 17ª. Delegacia Policial e foram liberados.

A governadora do Rio Grande do Sul é acusada de estar envolvida em uma série de escândalos de corrupção que atingiu o seu governo e resultou no afastamento de quatro secretários estaduais.

Contudo, no dia 20 de outubro, a Assembléia Legislativa gaúcha aprovou relatório de comissão especial que propôs arquivar processo de impeachment contra a governadora.

agência de notícias anarquistas
-- ana --

Comunicado:

Pedimos a solidariedade de companheiras e companheiros para difundirem esta notícia, que deve deixar os amantes da liberdade em alerta máximo: punhos fechados e erguidos!!

contatos:

Federação Anarquista Gaúcha (FAG)


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PROMOÇÃO DA EDITORA IMAGINÁRIO

(26 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO DE 2009)
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Ano - 2000
de
R$ 15,00

por
R$ 12,00

A experiência educacional anarquista mais importante da História foi a Escola Moderna, cuja concepção e execução possuem como principal responsável o espanhol Francisco Ferrer Y Guardia.

Desde 1901, ano de sua inauguração, A Escola Moderna é perseguida junto com Ferrer. No ano em que ele é fuzilado pelo governo espanhol, 72% dos espanhóis eram analfabetos, sendo que 80% do ensino privado era controlado pela Igreja Católica.

Quem nos relata a História da luta de Ferrer é Ramón Safón. Segundo o autor, “se a Espanha não era a filha mais velha da Igreja, ela era ao menos a irmã inquisitorial. Ela constrangia tão fortemente as consciências à submissão em relação a Deus e ao Estado que todo o pensamento livre era condenado pelo espírito e atormentado pelo sangue.”

Dessa forma, a formação da Escola Moderna “não se tratava de uma simples pedagogia teórica, mas, ao contrário, de um movimento revolucionário que se propunha a solapar a sociedade em vigor.”

Para evitar que as discussões sobre as concepções de pedagogia libertária baseiem-se apenas em belas, porém ineficazes, especulações, é necessário um aprofundamento sobre a inspiradora obra de Ferrer e de seu racionalismo combatente.

[...] A Escola Moderna tenciona combater todos os preconceitos que impedem a emancipação total do indivíduo, e é por isso que ela adota o racionalismo humanista, que consiste em inculcar na infância o desejo de conhecer a origem de todas as injustiças sociais a fim de que, por esse reconhecimento, ela possa, em seguida, combatê-las e opôr-se a elas.

Sumário:
Apresentação
O Racionalismo Combatente
Carta de Ferrer
A Liberdade pelo Ensino: Bases para a Escola Libertária Ensino Unificado
Posfácio
Apresentação da Federação dos Trabalhadores na Educação
Pedagogia e Sindicalismo na Educação
A Plataforma da Federação

2009/10/29

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PROMOÇÃO DA EDITORA IMAGINÁRIO

(26 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO DE 2009)


ANARQUISMO E ANTICLERICALISMO
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Eduardo Valladares

2000
de R$ 15,00
por R$ 12,00 + frete (15%)

Neste livro, Valladares discute até que ponto a Igreja acaba por anular a responsabilidade individual na medida em que postula resignação e espera pela morte.

Ele trata também do caráter totalizante das instituições clericais, que não respeitam as diferenças entre as pessoas que, como escreveu Stendhal, “são fundadas sobre o temor de muitos e a esperteza de poucos”.

“A palavra anticlerical é de origem francesa, aparecendo pela primeira vez por volta da década de 1850.

O anticlericalismo foi incorporado aos agrupamentos de esquerda e de centro naquele país.

Em pouco tempo, espalhou-se por toda a Europa e chegou na América.”

“Nos movimentos anticlericais nas primeiras décadas da República Velha destacaram-se os anarquistas, que possuíam os discursos e as práticas mais radicais.

Nos jornais libertários eram encontrados com muita freqüência artigos atacando a Igreja.

A conquista da futura sociedade ácrata passava pela rejeição dos dogmas e imposições dos padres católicos.”

Sumário:
Introdução
Anarquismo e anticlericalismo
Anarquismo
A revolução social
O anarquismo nos final do século XIX e no início do século XX
O processo de formação do proletariado brasileiro
As condições de vida e trabalho do operariado
A necessidade da imprensa operária
As agitações operárias
O anarco-sindicalismo e a luta anticlerical
A moral anarquista
O combate aos padres
O caso Idalina
Os sacramentos
O anticlericalismo e a luta pela emancipação feminina
Conclusão

2009/10/28

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PROMOÇÃO DA EDITORA IMAGINÁRIO

(26 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO DE 2009)

DO PRINCÍPIO FEDERATIVO

Pierre-Joseph Proudhon

2001

de R$ 22,00
por R$ 17,60 + frete (15%)

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"Todas estas divisões de partidos entre as quais a nossa imaginação cava abismos, todas estas divergências de opinião que nos parecem insolúveis, todos estes antagonismos de sorte que nos parecem sem remédio, encontrariam de repente sua equação definitiva na teoria do governo federativo."

Pierre-Joseph Proudhon

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Esse clássico de Pierre-Joseph Proudhon apresenta ao leitor um dos princípios basilares do pensamento libertário: o federalismo. O autor analisa o princípio de federação a partir das relações de liberdade e autoridade que se dão dentro da sociedade.

A partir disso, discute as formas de autoridade e aponta o federalismo como forma de solução política para a sociedade. Proudhon assim define sua idéia de federação: “FEDERAÇÃO, do latim foedus, genitivo foederis, quer dizer pacto, contrato, tratado, convenção, aliança [...] o sistema federativo é oposto da hierarquia ou centralização administrativa e governamental”.

“A partir de 1858, mais consciente da importância das relações políticas internacionais, Proudhon prossegue a crítica do Estado centralizado (o que vem fazendo desde 1839) mas opõe-lhe, não mais a destruição dos governos, mas a sua limitação num sistema federal.

Parece-lhe que a garantia das liberdades deve ser procurada, não somente na negação das autoridades, mas numa organização complexa onde se encontrarão limitadas e reciprocamente contrabalançadas as autoridades e as liberdades.

O Federalismo responderia a esta complexidade das dialéticas desde que ele fosse concebido, não como um simples sistema político, mas como um sistema total sócio-econômico, onde os múltiplos grupos seriam os livres criadores das suas relações econômicas e políticas.

O problema que se coloca a Proudhon, no momento em que se interroga sobre a constituição social dos grupos nacionais e sobre as relações internacionais, diz respeito simultaneamente à organização política.

Na sociedade não-igualitária do regime de propriedade, o político constituía-se por oposição à sociedade econômica e para dominar os conflitos de classe que a desiguldade suscitava.

Pelo contrário, numa sociedade socialista, onde a livre solidariedade uniria os indivíduos e os grupos, o direito público, longe de se opor à sociedade econômica, deveria admitir os princípios e não fazer mais que prolongar a organização econômica.

Os princípios econômicos, contratualismo, mutualismo, devem estar no fundamento do direito público e reproduzirem-se identicamente: o equilíbrio dinâmico instituído na organização econômica deve reencontrar-se na organização política: a mutualidade econômica transpõe-se na política sob o nome de Federalismo.

A concepção federal dos grupos nacionais opõe ao unitarismo centralizador uma visão pluralista de sociedade: enquanto que a tradição monárquica ou jacobina não concebe o bem social que sob a forma de absorção das partes numa centralização única, o federalismo opõe-se a toda centralização e respeita a autonomia dos agrupamentos particulares.

Não se trata já de assegurar a unidade ao preço das liberdades mas assegurar ao mesmo tempo a unidade e as liberdades na unidade.”

Francisco Trindade

www.editoraimaginario.com.br.

2009/10/27

indicação de leitura

PROMOÇÃO DA EDITORA IMAGINÁRIO

(26 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO DE 2009)

Descontos de 20%, 30% e 40%

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Promoção válida para a relação dos livros da Editora Imaginário:


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3. As encomendas serão enviadas às terças e sextas-feiras.

4. Para comprar os livros, faça uma lista com os livros desejados e os respectivos valores, observando se se trata de desconto de 20, 30 ou 40% sobre o valor final.

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