"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2009/04/30

1º de maio


Todos os anos nos deparamos com as tais festas do Primeiro de Maio, promovidas pelas grandes centrais sindicais e que enchem praças e avenidas com milhares de pessoas. Com o objetivo de atrair o público, em meio aos shows de artistas famosos, sorteiam até carros e apartamentos.

Esquecemos, no entanto, que as origens dessa data tão importante marcam a luta dos trabalhadores contra as mazelas do capitalismo e suas brutais conseqüências sobre homens e mulheres.

Como sempre, a história é contada pelos vencedores, e assim também aconteceu com a história do Primeiro de Maio, que até hoje não é muito conhecida. A mobilização dos operários de Chicago e de outros lugares do mundo aos fins do século XIX, reivindicando a jornada diária de oito horas de trabalho refletia uma luta contra o sistema capitalista e as péssimas condições a que estavam submetidos os trabalhadores.

A relevância atual desse tema é que os motivos que levaram a essa mobilização não mudaram tanto de lá para cá. Continuamos a viver em uma sociedade em que reina o desemprego e que esse serve de base para que salários cada vez mais baixos sejam pagos aos trabalhadores, e que o medo da perda desse emprego seja um fator que muitas vezes impede o trabalhador de se mobilizar politicamente. Continuamos a viver em uma sociedade em que impera a pobreza e a fome de muitos, para o benefício e a prosperidade de poucos.

Ainda não temos o controle completo sobre nosso trabalho. As decisões sobre aquilo que nos afeta ainda estão conferidas a outros. Ainda não recebemos todos os frutos de nosso trabalho, que são roubados pelos proprietários das empresas para as quais trabalhamos. E essas são apenas algumas semelhanças dos fins do século XIX e dos dias de hoje.

Aos finais do século XIX, os Estados Unidos continuavam sua crescente onda de crescimento econômico, em grande medida, impulsionados pelos efeitos da Guerra de Secessão. A possibilidade de empregos nas fábricas, atraia estrangeiros e nativos. No entanto, as condições de trabalho eram precárias ao extremo.

Em nome do lucro, os líderes capitalistas faziam com que homens e mulheres trabalhassem 12, 14 e até 17 horas por dia, em ambientes sem qualquer condição para o trabalho: muitos não tinham ventilação e iluminação adequada, eram extremamente sujos, etc.. Nem as crianças e mulheres grávidas eram poupadas.

O desenvolvimento da crescente industrialização, das precárias condições de trabalho e das organizações operárias, criava um ambiente propício para a mobilização, com o objetivo de melhorar as condições de vida. Oscar Neebe, conhecido militante anarquista desse período, fez uma descrição do contexto da época em sua autobiografia:

“Eu trabalhava numa fábrica que fazia latas de óleo e caixas para chá. Foi o primeiro lugar em que vi crianças de 8 a 12 anos trabalharem como escravos nas máquinas. Quase todos os dias, acontecia de um dedo ser mutilado. Mas o que isso importa... Eles eram remunerados e mandados para casa, e outros tomariam seus lugares. Acredito que o trabalho infantil nas fábricas tenha feito, nos últimos vinte anos, mais vítimas do que a guerra com o sul, e que os dedos mutilados e os corpos destroçados trouxeram ouro aos monopólios e produtores.”

É dentro desse contexto que se dá o movimento reivindicativo que marcou na História essa importante data do Primeiro de Maio. Há anos, existia a idéia de que o dia dos trabalhadores deveria ser dividido em três partes: oito horas para o trabalho, oito horas de sono e oito horas para o lazer e o estudo.

No ano de 1884, a Federação dos Sindicatos Organizados dos Estados Unidos e do Canadá (precursora da Federação Americana do Trabalho - AFL) declarou que a partir do dia 1 de maio de 1886, a jornada de oito horas de trabalho passaria a vigorar, apesar dos capitalistas afirmarem que isso era impossível.

Esse movimento, na realidade, refletia uma das reivindicações centrais dos movimentos operários da época, e continuava a mobilização já iniciada anteriormente em países como Inglaterra, França e Austrália. As adesões para o movimento foram muito grandes, já que a reivindicação central era comum a todos os trabalhadores.

Um pouco antes do tão esperado Primeiro de Maio de 1886, milhares de trabalhadores haviam aderido a luta pela redução da jornada. “Brancos e negros, homens e mulheres, nativos e imigrantes, todos estavam envolvidos.”

No dia 01 de maio de 1886, as ruas de Chicago foram tomadas pelo povo, em protestos e greves cujo objetivo central estava na redução da jornada de trabalho. Chicago, na época, era o principal centro de agitação política dos EUA e os anarquistas exerciam a maior influência no movimento.

De acordo com o relato de um jornal da época “não saia qualquer fumaça das altas chaminés das fábricas e dos engenhos, e as coisas assumiam uma aparência de sabá (o sábado judeu)”. Entre 80 e 90 mil pessoas saíram às ruas em apoio ao crescente movimento somente na cidade de Chicago. Grandes manifestações com mais de 10 mil pessoas também aconteceram em Nova York e Detroit.

Aconteceram reuniões e comícios em Louisville, Kentucky, Baltimore e Maryland. Estima-se que por volta de meio milhão de pessoas tenha tomado parte nas manifestações do Primeiro de Maio nos EUA. Estima-se também, que por volta de 1200 fábricas entraram em greve em todo o país em apoio ao movimento.


texto completo in:

2009/04/28

1º de maio

"A pé! Ó vítima da fome
A pé! Famélicos da Terra"
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el_brujo

O mundo em mais uma crise fabricada pelos grandes empresários das finanças, que transformaram as marolas em tsunamis nas bolsas de valores espalhadas nos cinco continentes... Como é possível que financistas tarimbados emprestam dinheiro à longo prazo, para a compra de imóveis, isto a quem não tem as condições mínimas para sanar suas dívidas.
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Numa manobra onde é visíveis e palpáveis que o “barco” não suportaria, por muito tempo, o peso do problema e faria água por todos os lados. A conclusão a que se chega é óbvia, não se trata de investimento de risco, mas suicídio financeiro com uma avalanche de 'papéis podres' sem qualquer valor no mercado e circulando de mão em mão, tal qual batata quente!
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Os empresários, é claro, não vão perder essa ótima oportunidade para otimizar ainda mais seus lucros com demissões em massa, redução de salários e benefícios trabalhistas; redução de impostos junto ao governo federal, estaduais e municipais; injeção de novos empréstimos a fundo perdido e refinanciamento de dívidas antigas juntos aos bancos privados e centrais.
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E este - os bancos centrais - num gesto magnânimo oferecem suas tetas para benefício geral e irrestritos aos mesmos sanguessugas chorões de sempre... Nada de novo com mais essa crise, que se avizinha dos nossos precários empregos neste sistema de exploração econônica que atua em todas às frentes: da produção ao consumo, do trivial ao supérfluo!!!
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Os assalariados pagarão, mais uma vez, a dívida gerada neste jogo de cartas marcadas, em que os mesmos sempre saem ganhando alguns milhões de dólares para suas contas numeradas nos paraísos fiscais.
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E nós - os verdadeiros produtores das riquezas - recebemos a ‘caridade’ maniqueista da pequena burguesa, representada por algumas cestas básicas com fins puramente eleitoreiros e manipulados pelas velhas (e novas) raposas da nossa política republicana, onde a coisa pública tem proprietário e é passada, inexoravelmente, de pai para filho como se fizesse parte do espólio particular de alguns senhores dos anéis multicoloridos.
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Portanto, no próximo 1º de MAIO não devemos pactuar com os velhos pelegos, ou ainda com os neo-pelegos da esquerda "clean" (sic...), que encastelados nos cargos sindicais ou nas repartições públicos buscam encobrir com nuvens de fumaça multicoloridas o tamanho do problema oferecendo prêmios, brindes, prendas e 'cantorias' de mal gosto nas praças públicas espalhadas por este país...
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"Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres!"

2009/04/23

visões antropofágicas


criaram mais um dia para abraços simbólicos e outros espetáculos midiáticos...

O DIA DA TERRA!

el_brujo

E nós perguntamos onde anda a tão almeja consciência ecológica – fato que é necessário para se transformar qualquer coisa nas relações de mando e desmando entre os ‘homê’ dos anéis multicoloridos e os despossuídos – não passa de mais um jogo de som e imagens nas várias mídias para acalentar o espírito de renúncia que nos é tão peculiar:

Temos fogo no mato para plantar capim que engorda o boi; esgoto à céu aberto e sem tratamento que chega aos rios e depois ao mar, fruto de um crescimento desembestado dos aglomerados urbanos na velha ilusão de se conquistar um ‘lugarzinho ao sol’ com trabalho e pão; as chaminés lançando aos ventos seus poluentes; e os resíduos sólidos que não sabemos onde enfiar, pois a fábrica de tapetes fechou...

Ai está o triste panorama que a competição capitalista (alguns chamam de progresso!) criou para este mundico de merda em que vivemos, e cuja a única opção ainda é a resistência em uma luta organizada, autônoma e solidária contra o capital e suas mazelas. Visto que as ditas 'benesses' não valem o alto custo que está sendo pago por todos, devido ao altíssimo índices de degradação humana (sociais, físicas e psíquicas), bem como ambientais!!!

leia mais, saiba mais:
http://osinimigosdorei.blogspot.com/2009/04/dia-da-terra.html

http://isva-institutosocioambientaldevaleria.blogspot.com/2009/04/critica-ambiental-e-propriedade.html

2009/04/18

seminário ferrer y guàrdia -- 100 anos


Está sendo gestado um seminário sobre os cem anos do fuzilamento pela Monarquia Espanhola do criador da Escola Moderna/ Racionalista. Portanto, reserve um espaço especial na sua agenda para outubro de 2009, na cidade de Salvador/ Bahia.
Falamos, pois, do espanhol Francisc Ferrer Y Guàrdia (1849-1909), que em muito influenciou a pedagogia atual com seus métodos racionalistas de ensino em que a razão é uma opção segura para se chegar ao saber, mas que deve ser apoiada no prazer da experimentação, pela procura por caminhos novos e ainda não trilhados.
Opõe-se, Ferrer, ao sistema educacional virgente onde imperava somente os dogmas e as convenções da igreja católica, e que asseguravam a doutrinação explicita dos indivíduos para a servidão; bem como a sujeição da sociedade aos interesses do Capital, da Igreja e do Estado.
Ferrer, eis uma figura que marcou de forma inquestionável os movimentos pedagógicos libertários que primam pela liberdade individual intermediada pela solidariedade construída na ação direta dos coletivos autogeridos e autônomos.

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FRANCISCO FERRER Y GUARDIA
por José Damiro de Moraes
Nasceu em Alella, uma pequena cidade próxima de Barcelona, a 11 de janeiro de 1849, filho de uma família católica de camponeses. Junto com sua mãe freqüentou a Igreja, participando do coro de crianças e recebendo uma educação religiosa.

Aos 14 anos foi trabalhar em uma loja em Barcelona onde seu patrão, um livre pensador, sofrera com o clericalismo. Este contato foi fundamental para tornar Ferrer um livre pensador anticlerical. Até os 20 anos dedicou-se ao trabalho a aos estudos.

Conseguiu trabalho na Companhia dos Caminhos de Ferro do Norte de Espanha e casou-se com Teresina Sanmarti. Em 1884, aos 35 anos, Ferrer entrou para a Maçonaria, iniciando-se na Loja La Verdad de Barcelona. Sua primeira filha foi batizada a pedido da sua esposa, recebendo o nome católico de Trinidad. Suas outras filhas receberam os nomes de Pax, Luz e Sol.

Em 1886, a tentativa revolucionária em implantar a república na Espanha fracassou. Ferrer, envolvido no movimento, escapou das investigações policiais, mas foi considerado suspeito. Sentindo-se ameaçado, fugiu para Paris com a sua família, vindo tornar-se secretário de Ruiz Zorrilla, chefe do partido republicano espanhol.

Em Paris, filiou-se a Loja Maçônica Francesa, manteve contato com exilados espanhóis – socialistas, republicanos e anarquistas. Também produziu e traduziu obras que criticavam a influência do clero espanhol, enviando-as para distribuição na Espanha.

Ainda na França morreram dois dos seus filhos. Em 1893, seu casamento chega ao fim. O Tribunal de Sena proferiu a separação, e as filhas ficam com a mãe. Posteriormente, Ferrer voltou a cuidar das meninas, até que uma delas volta para junto da mãe em S. Petersburgo. Então o educador encarrega-se da educação da outra filha, levando-a para a Austrália.

De volta a Paris em 1894, ganha a vida dando aulas de espanhol, primeiro de forma autônoma, depois junto a Associação Politécnica, a convite do seu diretor. Do ano seguinte até 1898 leciona também no Liceu Condorcet. Durante estes anos foi amadurecendo a idéia da criação da
Escola Moderna.

A concretização da escola foi possível pela herança deixada por uma ex-aluna, admiradora do seu pensamento, Srta. Ernestina Meunier. Conheceu Léopoldine Bonnard, jovem que era companheira e amiga da Sra. Meunier. Com ela teve um filho, Riego, nome de um revolucionário que Ferrer admirava. Inicia a escolha de professores e mestres para a Escola Moderna. Posteriormente separa-se de Léopoldine, que vai para Londres com o filho Riego.

Conheceu Soledad Villafranca, jovem professora da
Escola Moderna, que se tornou sua última companheira. Criou uma casa editorial para produzir os livros que seriam destinados às escolas, além de uma revista intitulada A Escola Renovada.

Finalmente, em Barcelona, foi fundada em agosto de 1901 a primeira
Escola Moderna, totalizando trinta alunos, doze meninas e dezoito meninos. Logo no final do primeiro ano de funcionamento, o número de alunos chegava a setenta, organizados em quatro sessões, segundo a idade: a primeira para crianças menores, a segunda elementar, a terceira elementar superior e a quarta normal para os adultos.

Aos domingo funcionava uma universidade popular acessível a todos.

leia mais, saiba mais:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/glossario/verb_b_francisco_ferrer_y_guardia1.htm



2009/04/14

pipoca & celulóide



Mario “Fanaticc” Abbade
(23/12/2004)
A história é centrada nos jovens Jan (Daniel Bruhl, de Adeus, Lênin), Peter (Stipe Erceg) e Jule (Julia Jentsch), que acreditam que podem mudar o mundo. Jan e Peter se autodenominam Os Edukadores, rebeldes contemporâneos que expressam sua indignação de forma pacífica: eles invadem mansões, trocam móveis e objetos de lugar e espalham mensagens de protesto.
Mas, após a invasão da casa de um conhecido homem de negócios, Jule esquece um celular no local. No dia seguinte, eles são obrigados a retornar. O empresário [Hardenberg (Burghart Klaubner)] os surpreende e acaba sendo seqüestrado.
The Edukators é um filme sensacional, com diálogos afiados, personagens encantadores e com uma mensagem perturbadora. O diretor e co-roteirista Hans Weingartner abre uma discussão interessante sobre a juventude rebelde. Ser rebelde, hoje em dia, ficou muito difícil.
Quem quer ser um idealista no capitalismo selvagem em que vivemos? Weingartner nos mostra que a geração dos shoppings perdeu seu poder de protesto. No caso de Jan, Peter e Jule ainda existe uma esperança. Com estes personagens, ele quer chamar a atenção do jovem para as questões sociais e ainda revelar que os inconformados dos anos 1970, são os atuais capitalistas.
[...]
The Edukators é um filme de reflexão. Um olhar surpreendente do jovem em sua tentativa de viver a sua própria versão dos protestos político dos anos 1960. [...] Mas nesse caso deveríamos seguir a linha de pensamento dos personagens, mesmo que para isso, tivéssemos que superar nossos medos e temores.
E concluiu com uma variação da frase do personagem Jan: Todos nós participamos desse jogo inconscientemente. Só aqueles que tomam consciência da Matrix mudam a forma de jogar.

2009/04/11

por e-mail

ANARQUISTAS E EDUCAÇÃO NO BRASIL
João Correia
A produção do saber “era” privilégio dos mestres ou dos apaniguados destes. Assim, confirma-se a fala de Gallo (2000) quando diz ser a educação fundada sobre uma certa concepção de homem, ou seja, para uma sociedade hierarquizada com imobilidade social exacerbada, como na colonial luso-brasileira reproduz-se na Educação seus princípios e na escola se executam os métodos (pedagogia) para alcançar seus objetivos, que buscam moldar ao caráter e ao corpo dos pupilos, no anseio de conservar tudo como está.
Até as duas últimas decadas do século XIX a sitiuação pouco se altera, a não ser no que tange as mudanças políticas. É nesse período que os imigrantes europeus são trazidos[3] em massa para o trabalho tanto na lavoura, substituindo a mão de obra escrava, agora liberta, como na indústria nascente.
Os trabalhadores imigrantes anarquistas e seus companheiros brasileiros, mestiços, índios, negros tiveram também como frente de batalha a educação, pois acreditavam que precisavam ter uma educação condizente com a classe a qual pertenciam e com os objetivos de mudança que defendiam. Assim no século XIX, nasce a Educação Integral no Brasil, também conhecida como Libertária ou Anarquista[4].
As mulheres, homens, operários e camponeses imprimem uma sistemática de educação sem precedentes se comparada as iniciativas pífias da Coroa no seu império colonial. Uma educação não institucionalizada, como vimos com os jesuítas, com a monarquia imperial na colonia, e também, depois, com a república.
Pois vai acontecendo nas fábricas, nos bairros, nas associações de apoio mútuo, nas lutas por direitos trabalhistas e sociais, como a diminuição de carga horária de trabalho, fim do trabalho infantil, salário igual pra homens e mulheres, licença maternidade, condições de salubridade dignas no ambiente de trabalho. Educar e lutar, informar e educar, eram faces da mesma moeda.

notas:

3. Encontra-se no Diário Oficial do Império Brasileiro – Rio de Janeiro / 08 de maio de 1884. Senado; Parte Oficial; Expediente; Ofícios;Coluna 2. Presidência do Sr.Barão de Cotegipe, o segunite: “Entra em discussão a proposta do poder executivo, convertida em projeto de lei pela Câmara dos Srs. Deputados fixando as despesas do Ministério dos Estrangeiros”. Este projeto inclui dentre vários itens o de financiar a imigração para o Brasil.
4. A primeira Escola anarquista nasce em 1895, no Rio Grande do Sul. Para maiores detalhes ver RODRIGUES, Edgar. O Anarquismo: na escola, no Teatro e na Poesia. Rio de Janeiro: Achiamé, 1992.


clik texto integral

2009/04/06

utilidade pública

o mosquito pica...

E O POVO LEVA A CULPA!!!

el_brujo

Entra “governo” de oposição, sai “governo” da situação e os mosquitos aedes aegypti passeiam livres, leves e soltos em sobrevôos rasantes pelas nossas cidades.... transmitindo o vírus da dengue sem encontrar barreiras naturais (matas e florestas com seus predadores para fechar o círculo da cadeia alimentar) ou fitossanitárias ensejadas pelos órgão responsáveis contra este indesejável visitante.

Algumas perguntas se fazem necessárias diante da gravidade da situação nos postos de saúde pública:

Cadê as áreas verdes da cidade?

Estão completamente abandonadas (o Parque de São Bartolomeu é um exemplo gritante, pois está entregue aos ratos, baratas, moscas, mosquitos, muriçocas etc.) ou entregues à especulação imobiliária das empresas de construção civil (a avenida paralela que o diga)!

Cadê os moços e moças do sacolão amarelo?

Não seria exagero compará-los - na sua árdua jornada de trabalho - aos dozes trabalhos realizados pelo semi-deus grego Hercules.

Esses abnegados “heróis” são em um número bem menor que o necessário, além de estarem insuficientemente preparados como agentes de saúde publica, visto que esses treinamentos  promovidos pelos gestores da saúde preventiva ficam muito a desejar; mal vestidos (com calçados, calças e blusas não apropriadas ao nosso clima); mal pagos (entregues que estão aos chupa-cabras que administram as “gatas”); e desmotivados nas suas tarefas diárias, pois deparam-se com inumeráveis dificuldades para ter acesso aos possíveis locais contaminados.

Cadê os carros e as motos (que devem ser usadas nos becos e vielas) do fumacê?

Diante da impossibilidade de seu uso, pois muitos estão danificados nos pátios das repartições públicas, estacionados sem pneus ou motores, e alguns até sem as bombas de aspersão da bendita nuvem de veneno tão necessária para eliminar as ‘personae non gratae'.

Cadê a secretaria de limpeza urbana?

Os monturos de resíduos urbanos ficam espalhados por dias seguidos nas periferias das cidades, pois os planejadores do mal-estar alheio (burocratas-gestores) optaram por um sistema muito do escroto, um tal de rodízio na coleta do lixo. Em vez de contratarem mais veículos especiais de coleta com seus respectivos operadores para minimizar os possíveis pontos de concentração de pragas e doenças...

Cadê a secretaria de manutenção dos logradouros públicos?

As praças, parques públicos, hortos florestais, bicas, fontes, cisternas, estão sem os devidos cuidados de conservação e preservação; bem como as margens dos rios, lagos e lagoas sem as suas respectivas matas ciliares que deveriam envolver todo o seu perímetro garantindo, assim,  áreas de ecosistemas reguladoras do clima, temperatura e das nascentes (minadores) de fontes d'agua.

Cadê o culpado?

Segundo o 'homê da capa-preta' e as suas planilhas que explicam tudo, mas não resolve nada, está estatisticamente comprovado que o vilão é o povo... 

Encontraram, enfim, o grande irresponsável, que promove a crescente onda de dengue hemorragia que se avizinha da nossa população desinformada, despolitizada, desorganizada e apática diante do seu próprio infortúnio.

Portanto, só a santa ingenuidade desse nosso povo para continuar caindo neste conto do vigário, melhor dizendo, dos vigaristas, picaretas e caras de pau que ocupam os posto de mando (e desmando) na gestão pública deste estado de calamidade pública...