"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2010/11/02

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Primeira feira do livro ANARQUISTA de POA



Porto Alegre agora é mais uma cidade Brasileira a realizar uma feira do livro ANARQUISTA.

Grupos como a editora Deriva, Antena Negra, editora Ecoaecoa, Ação Antisexista, Federação Anarquista Gaúcha, entre outros coletivos e editoras, estarão organizando e participando de alguma forma da 1ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, nos dias 5, 6 e 7 de novembro, no Espaço Libertário Moinho Negro, rua Marcilio Dias, nº. 1463.

Dessa forma, acreditando que, "a luta não se delega aos heróis", e sim aqueles que fazem dela sua vida, poa [porto alegre/ r.g.s.] será palco desse belo espetáculo social que se anuncia, onde toda a sociedade está convidada para aparecer e conhecer um pouco mais sobre esse rico universo, tão distorcido e tido por muitos como utopia.

Na programação conversas em torno dos temas como "Anarquismo e Geografia", "Anarcologia e Protopia", "Feminismo e Anarquismo", lançamento de livros, filmes, exposições, oficina, comida, confraternizações...

Fortalecendo e ecoando sempre ações de liberdade, lutando contra qualquer forma de autoridade, com a cooperação e solidariedade que são nossas maiores defesas contra o poder coercitivo do Estado e do Capital.


Saiba mais sobre a Editora Deriva

fonte:
http://softwarelivre.org/felipefnunes/blog


A programação completa pode ser vista aqui: http://flapoa.deriva.com.br/

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1ª Feira do Livro Anarquista em Porto Alegre/ RGS.


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Editoras:

Editora Deriva

Editora Faísca

Editora Imaginário

Imprensa Marginal

L-Dopa


Coletivos Participantes:

Ação Antisexista

Cabaré do Verbo

Coletivo Mentes Plurais

Editora Deriva

Federação Anarquista Gaúcha

Rádio Livre Antena Negra


Programação

Sexta (5 de novembro)

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Abertura


Lançamento de livros e confraternização

Horário: a partir das 19:00

Dias de Guerra, Noites de Amor – Crimethinc

Zonas Autônomas - (vol. 2) - Hakim Bey

Sábado (6 de novembro)

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Oficina

Costura de Livros sem frescura

Horário: 11:00 ao 12:30

Proponente: Editora Deriva

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Almoço

Horário: A partir das 13:00

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Bate-papo

Anarquismo e Geografia

Horário: 14:30 - 16:00

Convidado: Dilermano Cattaneo

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Bate-papo

História pelos Anarquistas

Horário: 16:30 - 18:00

Convidado: Anderson Romário Pereira Corrêa


O saber histórico serve para compreender e explicar o processo pelo qual as sociedades e os indivíduos passaram para chegar a ser o que são hoje.

Conhecer este processo é um dos pressupostos para poder agir sobre ele. O saber histórico serve também como discurso para justificar ações e posturas presentes.

O texto "A história na visão de anarquistas" pretende conhecer como alguns anarquistas "clássicos" pensavam a História. A modesta intenção do texto é provocar a discussão entre aqueles que se identificam com o anarquismo e que procuram referências teóricos e metodológicos para seus estudos em História.

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Filme e bate-papo

Acratas

Horário: 19:00


O documentário reconstói narrativamente a experiência dos "anarquistas expropiadores" no Rio da Prata dos anos 30.

Documentário independente realizado com fotografias, filmes de época, materiais de arquivo e testemunhos de sobrevivientes.

Conta também com intervenções do historiador anarquista Osvaldo Bayer, quem tem escrito sobre o fenómeno dos anarquistas expropiadores, Abel Paz, historiador da revolução espanhola e do intelectual ítalo-uruguaia Luce Fabbri.


Domingo (7 de novembro)

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Oficina

Stencil

Horário: 10:00

Proponente: Alisson

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Almoço

Horário: A partir dás 13:00

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Bate-papo

Anarcologia e Protopia,

Horário: Das 14:30 às 16:00

Convidado: Alt


Um papo sobre saberes anarquizantes (Anarcologia). Sobre ações históricas em favor da autonomia e experiências comunalistas:

das barricadas de Comuna de Paris aos Caracóis da Selva Lacandona.

Embates territoriais em contextos de ampliação do aparato de repressão e controle no contexto urbano. Possibilidades protópicas, a estratégia das zonas autônomas, formas de libertação da imaginatividade.

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Bate-papo

Política e anarquismo,

Horário: 16:30 - 18:00

Convidado: Bruno Lima Rocha

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Bate-papo

Feminismo e Anarquismo,

Horário: 18:30 - 20:00

Convidado: Ação Antisexista

Propomos um diálogo sobre as conexões entre anarquismo e feminismo.

Existe anarquismo sem feminismo?

Qual a importância dos principios libertários para o feminismo contemporâneo?


Estaremos também lançando os zines

Nem Escravas Nem Musas

#2

e

Reajindo –

Defesa pessoal para mulheres de todas as idades.

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Localização:

Marcílio Dias, 1463,

Bairro Azenha,

Porto Alegre / RS

2010/05/30

indicação de leitura

espaços de anonimato

por santiago lópez-petit

«Os espaços de anonimato representam um verdadeiro desafio para a teoria revolucionária. O estatuto político dos espaços de anonimato (o não serem homogéneos, adicionáveis…) é função e já chega determinado pela essência da própria força do anonimato. É ela que lhes confere aquelas que são as suas características principais: ausência de reivindicação, articulação em torno de um gesto radical que se repete, não-futuro, politização apolítica.

A força do anonimato aparece-nos quando tentamos pensar a radicalização da impotência. Essa força vem, então, ter connosco. Com toda a sua carga dissolvente e, ao mesmo tempo, portadora de promessas. Com toda a sua ingovernabilidade. Sentimos a impotência face a essa mobilização global que se faz de nós, connosco — contra nós — que unifica realidade e capitalismo, que proclama «Não há nada a fazer».

Esta frase, «não há nada a fazer» é uma frase estranha que em nada se assemelha a outras frases aparentemente parecidas: não podemos fazer nada, é impossível fazer seja o que for… «Não há nada a fazer» é o nome para uma bifurcação que conduz a dois lugares completamente diferentes: «Não se pode fazer nada» e «Tudo está por fazer».

O primeiro caso não nos interessa. O segundo, sim.

Quando se diz, de facto, «Não há nada a fazer» porque se bateu realmente no fundo e já não resta esperança alguma, o que então se abre é uma travessia do niilismo. Aí, sim, podemos afirmar que «Tudo está por fazer». A travessia do niilismo inaugurada pelo «Não há nada a fazer» não é outra coisa senão a radicalização da impotência.

Uma radicalização que nos conduz ao que Artaud denominava o im-poder. Para ele, radicalizar a impotência é o mesmo que fazer a experiência do im-poder. A impotência aparece referida na sua correspondência com Rivière como a impossibilidade de pensar.

A análise deste «querer pensar mas não poder pensar» constituirá o núcleo de todo o primeiro escrito de Artaud. Rapidamente essa impossibilidade haverá de estender-se ao próprio viver. Quero viver, mas não consigo viver."

[...]

"Só a rejeição total da realidade no-la pode mostrar na sua verdade. Só a rejeição total do mundo nos diz a verdade do mundo. Mas esse gesto radical de rejeição já não é o gesto moderno que, depois da destruição anunciava e preparava um novo começo. Não há começo absoluto porque a «tabula rasa» não nos deixa diante de nenhuma verdade absoluta. A rejeição total da realidade apenas nos oferece «uma» verdade da realidade. Esta é a nossa verdade."


in A Mobilização Global, seguido de O Estado-Guerra e Outros Textos e Alguns Comentários Marginais de Rui Pereira, Deriva Editores