"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."
emma goldman
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2011/01/31
extraindo conceitos
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010
O que realmente é crime organizado?
2011/01/30
extraindo conceitos
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010
O que realmente é crime organizado? [05]
2011/01/29
extraindo conceitos
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010
O que realmente é crime organizado? [04]
2011/01/28
extraindo conceitos
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010
O que realmente é crime organizado? [03]
2011/01/27
extraindo conceitos
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010
O que realmente é crime organizado? [02]
Máfia Camorra, ‘Ndrangheta e Sacra Corona Unita, da Itália;
a Yacuzza japonesa (mais de 3000 gangues coletivamente conhecidas por este nome, a maior delas – Yamaguchigumi – situada em Kobe e com mais de 900 gangues filiadas, perfazendo algo em torno de 25000 integrantes), que segundo a Polícia Nacional do Japão movimenta anualmente cerca de US$ 10 bilhões, atuante no tráfico de narcóticos, em atividades extorsionárias contra empresários, prostituição, pornografia, jogos de azar, etc.
Está presente na Califórnia em casos envolvendo fraudes médicas e de seguro, furto de automóveis, falsificação de cartões de crédito, fraude de taxas de combustível, lavagem de dinheiro e homicídio.
Estes grupos praticam atentados contra pessoas e bens, muitas vezes com uso de explosivos, seqüestros de aeronaves e outros atos de violência como método para atingir objetivos políticos.
Tal identificação de Anarquismo e terrorismo generalizado é promovida pelo Estado, Igreja e Capital – entidades que a doutrina anarquista combate.
2011/01/26
extraindo conceitos
Expressão Liberta
SEGUNDA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2010
O que realmente é crime organizado? [01]
Outros afirmam que crime organizado é o crime cometido por quadrilha ou bando. Dizem ainda que o crime organizado é aquele cometido por um grupo criminoso organizado e que é dotado de estabilidade e permanência.
No crime organizado, existe tal estabilidade ou permanência e algo que o diferencia do crime de quadrilha.
Seria o número de pessoas que integram a organização?
Não, o crime organizado é qualitativamente diverso do crime de quadrilha.
Nesta identificação há um conteúdo político-ideológico que consiste na idéia de que estas organizações nada tem a ver, por exemplo, com o Estado norte-americano:
Nos Estados Unidos é elogioso dizer que alguém é ambicioso. Diz-se que a riqueza provém do mérito, ou seja, os ricos teriam sido hábeis o suficiente para conseguirem o que têm.
Raras pessoas têm a ilusão de que a riqueza vem do trabalho pura e simplesmente, sabe-se que ela vem do trabalho direcionado numa certa direção que diferencie o trabalhador dos demais.
Surge a ganância e dela o crime organizado, que por definição não se volta à satisfação das necessidades de pobres, mas ao acúmulo de riqueza.
Neste sentido pode-se dizer que as organizações criminosas são produtos da cultura norte-americana, e, mais do que isso, do próprio sistema capitalista.
Não se pode dizer que o crime organizado seja um fenômeno de inadaptação de indivíduos a realidade político-econômica em que vivemos, já que este tipo de organismo criminoso permeia o aparelho de Estado e as organizações econômicas.
2010/12/20
questões urbanas

Terrorismo de Estado e a Insegurança Pública das Ações Policiais no Rio de Janeiro (03)
Em entrevista ao jornal Correio Brasiliense, o representante de vendas Ronai Braga, de 32 anos, morador da Vila Cruzeiro, denunciou a invasão de sua casa por policiais, que destruíram móveis e eletrodomésticos e roubaram cerca de 30 mil reais.
O dinheiro era fruto de uma rescisão trabalhista e seria usado para comprar um imóvel, contou Ronai.
No geral, a imprensa está criando um “oba-oba geral” em torno da suposta “derrota do crime organizado”.
Mas devemos ter um olhar mais atento sobre essa questão.
Afinal, basta ver qual tipo de pessoa está sendo presa para notarmos algo de errado nessa história toda. Os presos – basta observar – são todos favelados negros e pardos.
Ora, o crime organizado é aquele que permeia o aparelho estatal, tem ramificações internacionais, conta com representantes em parlamentos pelo mundo a fora, elege e derruba governos nacionais, ou seja: é obra de gente da elite.
Os que estão sendo presos hoje no Rio são só pequenos varejistas das drogas ou, no máximo, “micro-empresários” dos entorpecentes, que têm seguido a lógica “empreendedora” (leia-se individualista e não-solidária) propagada pela própria ideologia capitalista defendida pela imprensa brasileira.
Um outro aspecto conjuntural, aquele que nos remete a importância do Rio de Janeiro para os eventos de 2014 e 2016, Copa do Mundo e Olimpíadas respectivamente, encontra na especulação imobiliária e nas obras de infra-estrutura para a capital do estado grande relevância.
O projeto "Porto Maravilha", revitalização da área portuária do centro do Rio; os anéis viários, que já estão justificando a remoção de várias comunidades carentes na zona Oeste; assim como as ações orquestradas pelas obras do PAC, formam o conjunto de ações a compor o mosaico da fachada burguesa que deve substituir a cidade real, aquela formada pela imensa massa humana de explorados e oprimidos.
E a guerra de classes, escamoteada pelo combate ao narcotráfico, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, é apenas mais um sintoma.
Assim, no Capitalismo, as alternativas deixadas ao povo pobre, negro, oprimido, são mesmo bastante escassas. 122 anos após o término oficial da escravidão no Brasil, e 100 anos após a Revolta da Chibata, os negros e pardos ainda são imensa maioria nas favelas e prisões.
Então nos cabe perguntar:
que possibilidade de ascensão é essa que a “democracia” nos garante, com igualdade de oportunidades?
Historicamente o Capitalismo tem reservado o que há de pior para os trabalhadores, tanto mais quando estes podem ser identificados com o crime e a contravenção.
O que se assiste no Rio de Janeiro hoje, para além do que aqui foi exposto, é a didática parceria entre a mídia, o “poder público” e o empresariado. Como em outros momentos, tal acordo sempre custou muito ao povo.
No caso atual, com maior evidência, a contabilidade pode ser aferida em vidas humanas.
fonte: http://www.farj.org/





