"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2010/07/31

extraindo conceitos



sexta-feira, 30 de maio de 2008
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Não devemos nos ater aos números fornecidos pelos órgãos oficiais ou extra-oficiais do governo, ou ainda de partidos encastelados nas instituições de poder político (O ESTADO) como sanguessugas agarradas às pernas dos que sofrem de elefantíase.

É sabido que eles, independente da cor do broche na lapela, se utilizam dos vários artifícios de marketing para tentar aumentar a sua margem particular de domínio político sobre o nosso povo varonil e, é claro, estender o máximo possível a sua permanência junto às fontes da longevidade política: as mídias de massa que controlam a formação/ construção dos desejos; e o Banco Central aliado aos seus congêneres que detém à concretização desses mesmos desejos fabricados alhures.

A estatística, também, é um desses instrumentos de melhor convencimento e fácil absorção pelas camadas nos extratos inferiores da população. Seja objetivando resultados positivos quando da participação nessas querelas de eleição e/ou re-eleição, seja para consumo interno na ‘fabricação’ dos índices de popularidade de figuras chaves da estrutura de poder.

Mesmo que todos nós saibamos que essas quantificações estatísticas são puro ilusionismo produzido em laboratórios de pesquisas. E, por isso mesmo, passam necessariamente por um processo que está muito próximo do ‘adivinhatório’.

Falamos isso, pois para se chegar a determinados resultados os institutos se utilizam das “médias aritméticas” como critérios de amostragem e para analisar os dados coletados de métodos muito pouco convincentes, que são postos em prática para determinar, persuadir e construir ‘verdades’ que só interessa ao poder constituído e seus apaniguados.

E os índices (resultados das pesquisas) são assim apresentados: quem deu mais bicadas no tronco do pau, ou quem deu mais saltos na beira da lagoa: o sapo cururu ou o tucano do nariz inchado?

Portanto, meus caríssimos, são parâmetros para referência de pesquisa e não representações da nossa realidade vivida desse cotidiano de mendicância institucional que determinada faixa da população está sendo adestrada como animal circense: bolsa família, vale transporte, tichek refeição, bolsa escola, auxílio gestante, e pecúnia pró-feiúra para os pobre, pretos, feios, cabeça-chata etc, que estão espalhados pelos quatro cantos deste nosso pais.

É por aí que segue a criatividade governamental na tentativa de solucionar o problema dos trabalhadores de menor qualificação profissional, ou seja criar, manter e fortalecer uma eterna dependência financeira entre os indivíduos de baixo poder aquisitivo e o Estado provedor, mas que em realidade é um relacionamento de dependência, controle e cerceamento da conquista da própria liberdade na mais pura acepção da palavra.

Destacamos que é um casamento deveras sui generis esse, em que os donos da carne-seca entram com o dedo em riste e a nossa gente pobre entra com o anel...

anônimos:

Blogger winter disse...

Cursei um ano de Ciências Sociais na UFF, depois abandonei o curso, mas lembro-me perfeitamente de uma aula de Ciência Política I, em que o Prof. Ferraz disse com todas as letras: todas as pesquisas eleitorais são falsas com exceção da primeira e da pesquisa de boca de urna: a primeira, para medir de fato as intenções e - a partir daí - influenciá-las; a última, para não tirar a credibilidade do Instituto de pesquisa.

É fogo...

Quem quiser outras visões críticas sobre nossa sociedade visite: comunidadeeditoria.blogspot.com

01/06/2008 16:18:00

Anônimo Anuraghi disse...

"Falamos isso, pois para se chegar a determinados resultados os institutos se utilizam das “médias aritméticas” como critérios de amostragem e para analisar os dados coletados de métodos muito pouco convincentes, que são postos em prática para determinar, persuadir e construir ‘verdades’ que só interessa ao poder constituído e seus apaniguados."

Cursei dois anos de Mestrado em Ciência da Arte na UFF e tenho condições de dizer que ciência não se faz com médias aritméticas. Ciência se "faz" com os números de cima hoje em dia...

Ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo.

Um comentário:

Dan disse...

Pelo voto nulo! Prefiro lutar com os debaixo...Não vamos sustentar parasitas.