
"Eu queria captar o clima do Brasil contemporâneo, onde nem tudo são perfumes. Há nos ares deste país cheiros ruins que sentimos todos os dias."
João Silvério Trevisan

"Eu queria captar o clima do Brasil contemporâneo, onde nem tudo são perfumes. Há nos ares deste país cheiros ruins que sentimos todos os dias."
João Silvério Trevisan
Camilo Berneri,
(Pagine Libertarie,
“O inimigo está aí: é o Estado. Mas o Estado não é somente um organismo político, um instrumento de conservação das desigualdades sociais; é também um organismo administrativo.
Como estrutura administrativa, o Estado não pode ser abolido. Ou seja, é possível desmontá-lo e remontá-lo, mas não negá-lo, porque isso paralisaria o ritmo de vida da nação, que pulsa nas artérias ferroviárias, nas veias telefônicas, etc.
Federalismo! É uma palavra. É uma fórmula sem conteúdo positivo. O que nos oferecem os mestres? A premissa do federalismo: a concepção antiestatal, a concepção política e não a fundamentação técnica, o medo da centralização e não os projetos de descentralização.
Aqui está, ao contrário, um tema de estudo: o Estado em seu funcionamento administrativo. Aqui está um tema de propaganda: a crítica sistemática do Estado como órgão administrativo centralizado e, portanto, incompetente e irresponsável.
Cada dia a notícia de sucessos nos oferece assuntos para esta crítica: milhões desperdiçados em más especulações, em lentidões burocráticas; poeira nos ares por negligência dos gabinetes “competentes”; latrocínios em pequena e grande escalas, etc.
Uma campanha sistemática deste tipo poderia atrair sobre nós a atenção de muitos que não se comoveriam, em absoluto, lendo Deus e o Estado [de Bakunin].
Onde encontrar os homens que podem alimentar regularmente esta campanha? Os homens existem. É necessário que eles dêem sinais de vida. É necessária uma mobilização!
Profissionais, empregados, professores, estudantes, trabalhadores, todos vivem em contato com o Estado ou ao menos com as grandes empresas. Quase todos podem observar os danos da má administração: os desperdícios dos incompetentes, ou roubos dos preguiçosos, os empecilhos dos organismos mastodontes.
[...] Devemos voltar ao federalismo! Não para deitar no divã da palavra dos mestres, mas para criar o federalismo renovado e fortalecido pelo esforço de todos os bons, de todos os capacitados.”
http://www.anarkismo.net/article/13371
EXTRA:
"Ninguém devia temer seu governo. O governo é que deveria temer seu povo."
Alan Moore,
in V for Vendetta
“O rei está por toda parte. Que a luta já não se limita a um único front – o Estado –, mas que os fronts se multiplicaram ao infinito e estão também em nós.”
Félix Guatarri
Leon Tolstoi*
"Porque pensar que pessoas comuns não são capazes de auto-organizar suas vidas, e que governantes o farão não em proveito próprio, mas em proveito dos outros?"
*#*
"- Bem sabes que o capital oprime o trabalhador.
Entre nós, os operários e os camponeses suportam todo o peso do trabalho, e as coisas estão feitas de tal maneira que por mais que trabalhem não conseguem passar de bêstas de carga.
Todos os benefícios, tudo o que permitiria ao trabalhador melhorar sua condição, ter descanso e por conseguinte tempo para instruir-se, todos êsses benefícios os capitalistas lhes roubaram.
A sociedade está organizada de tal maneira que quanto mais os operários trabalhem tanto mais amealharão os comerciantes e os donos da terra, continando aquêles a ser bêstas de carga.
É preciso modificar esta ordem de coisas..."
*#*
visto que,
"A ciência, que devia ter por fim o bem da humanidade, infelizmente concorre na obra de destruição e inventa constantemente novos meios de matar o maior número de homens no tempo mais curto".
* ana karenina (romance), de leon tolstoi; p. 91; editora abril cultural; 1971; tradução de joão gaspar simões.
Passados quase seis meses do falecimento do companheiro Edgar Rodrigues, ainda não está terminado o dimensionamento da importância de seu trabalho como pesquisador e militante do movimento libertário.
Um dos trabalhos que adiciona substância a essa empreita é o trabalho de pós-doutorado de Anna Gicelle Garcia Alaniz (Doutora em História Social pela USP e Pós-Doutora em Filosofia da Educação pela UNICAMP), para a faculdade de Educação da Universidade de Campinas (SP):
“A Sementeira de Idéias – Edgar Rodrigues Uma Vida Dedicada A Memória Anarquista”,
transformado em livro (2009, 108p.) e editado por Achiamé Editor (RJ), que terá o lançamento no C.C.S.- São Paulo em 21 de novembro, na conferência:
“História e militância anarquista: uma homenagem à Edgar Rodrigues (1921-2009)”.
*#*
Centro de Cultura Social - SP
21/ nov./ 2009
às 16H00
Endereço
Rua General Jardim, 253 Sala 22
Vila Buarque São Paulo – SP
CEP 01213-010
Próximo ao metrô Republica




Não há Estado democrático de direito sem miséria e tortura. Não há banalização da tortura, pois todo saber jurídico penal exige a tortura para obtenção da verdade que lhe interessa.
Tudo o que se convencionou chamar de crime é político. Não há distinção entre o comum e o político: ambos expressam a realidade do regime da propriedade que, às vezes, é atingida nos seus poderes privado e público, e outras no corpo do próprio indivíduo, seja ele adulto, jovem ou criança.
Toda subversão é insuportável ao Estado. Toda subversão incita a liberdade e expõe assimetrias. Quando um povo está sob regime ditatorial, a subversão é a derradeira expressão de sua saúde.
No regime democrático de direito, os acomodados cidadãos preferem não ver, ouvir e falar sobre as torturas diárias que acontecem em prisões, delegacias, vielas, favelas, lares bem constituídos, escolas...
Querem fazer crer que com o fim das prisões políticas, só restaram torturadores em arquivos processuais ou na memória sempre viva de guerreiros da liberdade! O torturador é o vestígio impagável do fascismo. Este, por vezes, toma a forma de governo de Estado, e, na maioria das vezes, em conduta democrática dissimulada.
A noção de crime, a polícia, o tribunal e todo o aparato penal alimentam a continuidade dos dissimulados. Sustentam a necessidade da polícia, do tribunal e de todo aparato penal, azeitado pela tortura.Instaura-se um círculo vicioso em que todos devem acreditar, finalmente, no tribunal nacional e internacional.
Acreditam que pela punição se forjam valores universais de humanidade; que se corrigem as torturas pelas punições legais; e que, se necessário for, façam uso da pena de morte em nome do Estado democrático de direito e pelo bem da humanidade.
Todavia, antes de julgar um torturador, ou condenar sua impunidade — propriedades dos aplicadores de castigos — precisamos saber seus nomes e estampá-los pelas ruas, nas casas de famílias, nas escolas... Divulgar quanto ganharam e ganham, onde estão, do que vivem, com quem se relacionam...
A tortura, assim como a punição, não é um instituto jurídico, mas um dispositivo das tecnologias de poder.
Danem-se os torturadores! E que sejam sempre bem-vindos os subversivos, em qualquer regime. Deles sempre dependerão novas experimentações de liberdade! Mas não confundam subversão pela liberdade com terrorismo fundamentalista!
Abaixo qualquer terror de Estado e os torturadores! Não nos esqueçamos que a democracia moderna nasceu com o terror!
A democracia é também o regime propício a ampliar liberdades e dar um fim ao regime da propriedade.
xxxxiSaúde!
Oscar Wilde:
"O progresso é uma conseqüência da desobediência e da rebelião... "
#*#
Oscar Wilde:
"Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem"
*#*
William Godwin:
“Nenhum indivíduo seria suficientemente teimoso para persistir no erro, desafiando o sóbrio julgamento daqueles que o cercassem”
#*#
William Godwin:
“O Governo, assim como foi imposto à humanidade por seus vícios, do mesmo modo tem sido geralmente a criatura de sua ignorância e seus erros”
*#*
Élisée Reclus:
“Tendo a evolução econômica contemporânea justificando-nos plenamente em nossa reivindicação de pão, resta saber se ela justifica-nos igualmente em outro domínio de nosso ideal, a reivindicação de liberdade.”
#*#
John Francis Bray:
“toda forma de governo e todos os erros sociais e governamentais são devidos ao sistema social vigente, isto é, à instituição da propriedade, como existe atualmente”
*#*
John Francis Bray:
... a riqueza “foi arrancada aos esforços dos trabalhadores em épocas sucessivas e foi arrancada deles pelo sistema fraudulento e gerador de escravidão de permutas desiguais”
#*#
John Francis Bray:
“... a propriedade comum é, sob todos os respeitos, a mais perfeita forma de sociedade que o homem pode instituir”
*#*
Charles Fourier:
"O grau de emancipação das mulheres é um indicador do grau de emancipação da sociedade"
#*#
Hannah Arendt:
"As idéias se estilhaçam frente à realidade"
*#*
Hannah Arendt:
"... as pessoas que não pensam são como sonâmbulos"
#*#
André Gide:
"Ninguém pode descobrir novos caminhos até que tenha coragem de perder de vista a terra firme"
*#*
William Cuthbert Faulkner:
“O único papel verdadeiro do homem, nascido num mundo do absurdo, é ter consciência da sua vida, da sua revolta, da sua liberdade”
#*#
Hans Magnus Enzensberger:
"Os estrangeiros são tanto mais estrangeiros quanto mais pobres forem"
*#*
René Char:
“Aquilo que vem ao mundo para nada perturbar não merece respeito nem paciência”
#*#
Philothée O'Neddy:
"Como vocês, eu também desprezo, com toda a grandeza de minha alma, a ordem social e, sobretudo, a ordem política, excremento da primeira”
*#*