"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2011/03/31

extraindo conceitos

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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por el_brujo
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Cor do texto“O rei está por toda parte.

Que a luta já não se limita a um único front – o Estado –, mas que os fronts se multiplicaram ao infinito e estão também em nós.”

Félix Guatarri.
  

Como é do conhecimento de todos, principalmente dos participantes deste insano torneio onde se dá a prevalência dos mais fortes e adaptados à subserviência implantada pela exploração dos algozes do próprio homem, e cuja recompensa são meramente elogios falaciosos e/ ou prendas virtuais, não-mensuráveis.
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Portanto, todos sabem ou deveriam saber, que as mídias são instrumentos de controle político e de dominação ideológica de corpos e mentes sadios para o trabalho alienante e, também para o consumo desregrado de inutilidades prejudiciais ao sistema ecológico, bem com para as relações inter-pessoais.
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Visto que a concretitude de qualquer idéia neste espaço midiático de divulgação// adestramento, é simplesmente expor//vender de tudo um pouco e mais outros tantos... 

Exemplificando, relembramos o imensurável leque de opções que vão do absorvente feminino cor-de-rosa com cheirinho de tutti-frutti até a salvação das ‘almas’ pecaminosas do fogo eterno das fornalhas a gás natural no quintos do inferno!
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Observe com atenção no cotidiano urbano e constate a matéria com a qual se adorna//veste os corpos e as mentes dos aprendizes de feiticeiros. 

E atentando, com um pouco mais de presteza, verás que todas essas quinquilharias estão espalhadas estrategicamente por toda parte... 

O mecanismo utilizado para capturar a atenção dos possíveis ludibriados parece com um processo de sedução – conquistar pelo olhar – maniqueísta do chamariz visual, que conduz a um fim determinado, qual seja ele o consumo//aquisição de bens de utilidade que se deve constantemente questionar, pois são duvidosas as suas necessidades forjadas nos frios labirintos do saber pequeno-burguês.
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Destacamos que, pouco importando qual que seja o bem// produto, esse mecanismo de estímulo utilizado tem por objetivo perpetuar este sistema produtivo – o capitalismo – ad infinitum para gloria máxima dos senhores proprietários dos conglomerados financeiros-industrial... 

Mesmo que tal projeto expansionista traga consigo alguns senões, ou seja, que se torne um vetor não-controlável de agressão ao meio ambiente com as conseqüências já conhecidas por todos os envolvidos nesse processo de sedução, ou não.
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Um pequeno parentes se faz necessário, para que possamos ressaltar que estas conseqüências já se fazem sentir no nosso dia-a-dia. Citamos, para clarear essa explanação, as poluições múltiplas (áudio-visual, atmosférica, etc.) e o aquecimento global. 

E só para citar algumas dessas variáveis prejudiciais em seu sentido macro para o nosso entorno, e no qual estamos inseridos como co-participe para a sua necessária preservação, pois existe claramente a sua limitação como fornecedor de matéria prima.
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Portanto, estão aí os meios encontrados para conduzir os artifícios de manipulação das necessidades físico-psicológicas dos possíveis clientes// consumidores dessas quinquilharias multicoloridas. 

E que estão em todos os meios de divulgação comercial, informação científica e formatação psicológica das mentes (controle político) e corações (dominação ideológica) humanos.
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Reafirmamos, só para explanar sobre o obvio, que essas quinquilharias estão também nos écrans multicoloridos de idéias pré-concebidas; conservadas em solução aquosa de aldeído metílico (formol); e requentadas em forno de micro-ondas por milionésimo de segundos.

Concretizado esse processo de vivificação, e eis que se tem um produto pronto para o consumo imediato de sabe-se lá do quê... 

Mas se usarmos como acompanhamento um bom vinho tinto prensado no sertão do Alto São Francisco, e mais algumas fatias de pão sarraceno, fica um ouro da babilônia.

E, para que se possa sonhar com idéias de liberdade política, igualdade econômica e fraternidade entre homens e mulheres de boa vontade, se faz necessário encontrar um ponto de excitação, e assim para penetrar nas fissuras sistêmicas que a estrutura de poder apresenta vez por outra...

Essa necessidade se justifica, pois que esse sistema de exploração do homem pelo homem teima – apesar dos esforços seculares de várias gerações de vingadores// justiceiros – em manter-se de pé como um “joão bobo// teimoso”.
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Clama-se, portanto, por uma retomada de objetivos e de se perscrutar por novos caminhos para fugir do fetiche da mercadoria que nos persegue teimosamente já há algumas décadas...

Portanto vislumbramos nas palavras de Sir Karl Raimund Popper que “... podemos torna-nos os artífices de nosso destino, quando deixarmos de posar como profetas” nas infrutíferas tentativas de determinar o futuro prCor do textoeviamente concebido como mais-que-perfeito.
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Juntamos, pois, a esta rápida reflexão o desejo de que podemos atuar em coletivos não-hierarquizados – pequenos ou grandes, isto pouco importa – que podem ser efetivamente concretizar-se como uma das alternativas a este modelo econômico opressivo pela sua própria essência competitiva.
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Reforçamos, aqui, a idéia da convivência em coletividade, pois é nesses espaços políticos, como nos diz as palavras de Hans Magnus Enzensberger, que se dá o “diálogo de cada um com os demais” na construção de uma nova sociabilidade sem a predominância da concentração do poder em dedos longos e repletos de anéis multicoloridos.
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Digo-vos, portanto, que os coletivos não-hierarquizados podem ser um desses caminhos para manter vivo o desejo por liberdade, que só será exeqüível se associar-se a igualdade de condições para vicejar a fraternidade, mesmo entre àqueles que teimam, hoje, em exercitar sua porção egocêntrica, territorialista e competitiva.
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Em resumo, urbanamente belicosos, é o que se construiu como referência para a vivência coletiva nesses nossos hiper-aglomerados urbanos... 

Agressividade – expressão íntima de poder – conseqüência direta deste sistema de arranjo urbano, que se impõe em tais situações de concentração de indivíduos que pensam e sentem suas relações com outrem.

Mas devemos continuar a lutar por espaços de possibilidades lúdicas de resistências, que buscando uma sociabilidade fraterna, e para assim viabilizar os discursos de re-encontro consigo e com o outro, pois Hakim Bey já poetizou "As palavras pertencem àqueles que as usam apenas até que alguém as roube de volta."

9 comentários:

Anônimo disse...

Isto me ampliou o ainda mais a convicção de cuidarmos de nós.
Evidente que a tarefa faz parte de pelos menos dois dos trabalhos hérculeos que muitos não tem aí... Vamos a luta mas sem perdera a poesia.
João, abraço.

Anônimo disse...

blz.

Anônimo disse...

Nosssa, que máximo!!! realmente nos traz a uma reflexão...podemos e somos o poder, muito bem escrito. Um abraço ;)

Anarcofagico disse...

Grandioso texto. Hakim Bey no final detonou.

Abraço!

Fábia disse...

Oi muito bom seu blog se tiver um tempinho passa no meu http://www.tiadacreche.blogspot.com

Bjs

Anônimo disse...

estive a passear com a leitura e observação do blog e em algum momento o senti com uma estética de zine.
João.

Anônimo disse...

aguardo o mais breve seu retorno, seu blog não é apenas fonte de informação mas uma forma de o conhecer mais e estar próximo.
João.

Anônimo disse...

oi este plano de fundo tá muito duro, parece o muro de berlim, ficou pesado.
João

Anônimo disse...

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