"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."
emma goldman
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2011/11/07
2010/02/06
2009/06/13
2009/03/02
visões antropofágicas

Além das infindáveis tentativas de controlar, adestrar, administrar, padronizar, manipular e gerenciar os comportamentos cotidianos, bem como os pensamentos mais particulares e íntimos dos indivíduos inseridos ou não no mundo do trabalho, esses senhores buscam aviltar mais ainda os nossos parcos salários/ rendimentos.

Os mais 'espertos' dos espertos estão se proveitando da crise que campeia solta pelos quatro cantos do mundo, faço um pequeno destaque, pois esta crise é de falta credibilidade junto ao mercado, aos políticos e também, é mais do que claro, aos gestores da economia global. Eles – os senhores dos anéis – impõem férias forçadas, reduzem a jornada de trabalho atrelando-a ao achatamento dos proventos e, também, demitem sem dó ou piedade, sem qualquer critério lógico...
O oprtunisto destas ações está bastante claro, pois serão depois, em parte, readmitidos por valores bem inferiores aos já pagos pelo mercado... Buscando assim a maior redução dos custos de produção, bem como melhores condições de financiamento junto às instituições governamentais – assustadas com o número sempre crescente de excluídos, digo, dos párias da sociedade capitalista – para seus antigos, e também para os novos investimentos financeiros, pois do seu mesmo ninguém 'aplica' nada nesse jogo de dados.
A conseqüência direta é um acúmulo acentuado de mais capital nas mãos de um seleto grupo de espertos vendilhões com sua perspicácia empreendorística. Portanto, preparem-se para o próximo boom econômico, pois muito em breve teremos mais um troca-troca desenfreado de carros importados, todos eles de última geração, top de linha!

Quem viver verá, que esta crise é mais uma artimanha contábil: milhões, bilhões e trilhões são tudo isso uma pura ilusão de ótica, pois esses valores não têm qualquer vinculação com o mundo real da produção de bens e serviços, pois nada representam, é só um faz de conta, pantominias e patuscadas visando somente o acomodamento das rebeldias em parâmetros toleráveis dos passivos expectadores desta comédia humana.
A única certeza desta encenação toda é que eles sairão cada vez mais fortalecidos de mais esta crise, e isto com a ajuda do erário público administrado pelo governo dos trabalhadores (sic!) para socorrê-los neste momento em que a máxima são franciscana se aplica com perfeição: é dando que se recebe!
De passagem, lembrei-me de um pequeno trecho de Michael Foucault:
"O homem só se emancipa e se liberta através do esforço coletivo de toda a sociedade"
e o visceral Mídia Rebelde disse...
"o que faz com que o poder se mantenha e que seja aceito é simplesmente que ele não pesa só como a força que diz não, mas que de fato ele permeia, produz coisas, induz ao prazer, forma saber, produz discurso"
FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Editora Graal. RJ. 1979. pp 8.
2009/02/12
2009/02/07
extraindo conceitos

A crise instalou-se na economia formal com uma vertiginosa e acentuada queda da produção industrial, e caminha a passos largos para açambarcar também a economia informal – onde os pobres teimam em sobreviver à duras penas – com o seu crescente número de desempregados, despossuídos, inadimplentes e outros párias deste sistema excludente...
Qual é a opinião dos anarquistas, o que estão fazendo para encaminhar – por searas não-centralizadoras e não-autoritárias – as alternativas de uma nova convivência societária, que devem planar o mais próximo possível da plena liberdade política, da máxima igualdade econômica e, lógico, da imprescindível fraternidade entre homens e mulheres amantes da boa vontade e do bem viver, por fim uma sociedade libertária?
Já que o senso comum dos mais afoitos clama por ações emergenciais e pungentes de controle da economia, ensejadas pelas mãos nefastas dos estados nacionais, quiçá até do Novo Estado Mundial que já está se forjando nos extenso labirinto do poder institucionalizado (dólar, yen, yuan, euro, libra, etc.) dos senhores dos anéis multicoloridos!
Portanto, nestes momentos de mais uma crise em que o ‘comportamento de rebanho’ é a primeira alternativa a ser vislumbrada, ‘colocamos’ para reflexão um pequeníssimo extrato da ampla e criativa (toda propriedade é um roubo!) produção teórica do 'pai do anarquismo', o francês proudhon:
10 PROPOSIÇÕES CONTRA A PROPRIEDADE DOS MEIOS DE PRODUÇÃO
Terminei a obra que me propus; a propriedade está vencida; nunca mais se reerguerá. Em toda parte onde este discurso for lido e comunicado ficará depositado um germe de morte para a propriedade: ali, cedo ou tarde, desaparecerão o privilégio e a servidão; ao despotismo da vontade sucederá o reino da razão. Com efeito, que sofismas, que obstinação preconceituosa se sustentariam perante a simplicidade destas proposições?:I. A posse individual [dos meios de produção] é a condição da vida social; cinco mil anos de propriedade o demonstram: a propriedade é o suicídio da sociedade. A posse [dos meios de produção] está dentro do direito; a propriedade opõe-se ao direito. Suprimi a propriedade e conservai a posse [dos meios de produção]; e, só com essa alteração no princípio, mudareis tudo nas leis, o governo, a economia, as instituições: expulsareis o mal da terra.
II. Como o direito de ocupar é igual para todos, a posse [dos meios de produção] varia de acordo com o número de possuidores; a propriedade não pode se formar.
III. Como o resultado do trabalho é o mesmo para todos, a propriedade se perde com a exploração estranha e o aluguel.

IV. Como todo trabalho humano resulta necessariamente de uma força coletiva, toda propriedade se torna, pela mesma razão, coletiva e indivisa: em termos mais exatos, o trabalho destrói a propriedade.
V. Como toda capacidade de trabalho constitui, como todo instrumento de trabalho, um capital acumulado, uma propriedade coletiva, a desigualdade de ganho e fortuna, sob pretexto
VI. O comércio tem como condições necessárias a liberdade dos contratantes e a equivalência dos produtos trocados: ora, como o valor tem por expressão a soma de tempo e de despesa que cada produto custa, e sendo a liberdade inviolável, os trabalhadores são necessariamente iguais em salários como o são em direitos e deveres.

VII. Os produtos só se compram com produtos: ora, como a condição de toda troca é a equivalência dos produtos, o lucro é impossível e injusto. Observai esse princípio da mais elementar economia e o pauperismo, o luxo, a opressão, o vicio, o crime desaparecerão de entre nós juntamente com a fome.
VIII. Os homens são associados pela lei física e matemática da produção, antes de sê-lo por livre assentimento: portanto, a igualdade das condições é de justiça, isto é, de direito social, de direito estrito; a estima, a amizade, o reconhecimento, a admiração se prendem ao direito equitável ou proporcional.
IX. A associação livre, a liberdade, que se limita a manter a igualdade nos meios de produção e a equivalência nas trocas, é a única forma possível de sociedade, a única justa, a única verdadeira.
X. A política é a ciência da liberdade: o governo do homem pelo homem, não importa o nome com que se disfarce, é opressão; a perfeição máxima da sociedade reside na união da ordem e da anarquia.
É chegado o fim da antiga civilização; sob um novo sol, a face da terra se renovará. Deixemos uma geração extinguir-se, deixemos perecerem no deserto os velhos prevaricadores: a terra santa não cobrirá seus ossos. Jovem, que a corrupção do século indigna e o zelo da justiça devora, se amais a pátria e vos preocupais com a humanidade, ousai abraçar a causa da liberdade.
*Transcrito do livro O que é a Propriedade", de Pierre-Joseph Proudhon
leia mais, saiba mais:
http://brasil.indymedia.org/media/2007/07//387423.pdf




