"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2011/03/31

extraindo conceitos

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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por el_brujo
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Cor do texto“O rei está por toda parte.

Que a luta já não se limita a um único front – o Estado –, mas que os fronts se multiplicaram ao infinito e estão também em nós.”

Félix Guatarri.
  

Como é do conhecimento de todos, principalmente dos participantes deste insano torneio onde se dá a prevalência dos mais fortes e adaptados à subserviência implantada pela exploração dos algozes do próprio homem, e cuja recompensa são meramente elogios falaciosos e/ ou prendas virtuais, não-mensuráveis.
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Portanto, todos sabem ou deveriam saber, que as mídias são instrumentos de controle político e de dominação ideológica de corpos e mentes sadios para o trabalho alienante e, também para o consumo desregrado de inutilidades prejudiciais ao sistema ecológico, bem com para as relações inter-pessoais.
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Visto que a concretitude de qualquer idéia neste espaço midiático de divulgação// adestramento, é simplesmente expor//vender de tudo um pouco e mais outros tantos... 

Exemplificando, relembramos o imensurável leque de opções que vão do absorvente feminino cor-de-rosa com cheirinho de tutti-frutti até a salvação das ‘almas’ pecaminosas do fogo eterno das fornalhas a gás natural no quintos do inferno!
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Observe com atenção no cotidiano urbano e constate a matéria com a qual se adorna//veste os corpos e as mentes dos aprendizes de feiticeiros. 

E atentando, com um pouco mais de presteza, verás que todas essas quinquilharias estão espalhadas estrategicamente por toda parte... 

O mecanismo utilizado para capturar a atenção dos possíveis ludibriados parece com um processo de sedução – conquistar pelo olhar – maniqueísta do chamariz visual, que conduz a um fim determinado, qual seja ele o consumo//aquisição de bens de utilidade que se deve constantemente questionar, pois são duvidosas as suas necessidades forjadas nos frios labirintos do saber pequeno-burguês.
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Destacamos que, pouco importando qual que seja o bem// produto, esse mecanismo de estímulo utilizado tem por objetivo perpetuar este sistema produtivo – o capitalismo – ad infinitum para gloria máxima dos senhores proprietários dos conglomerados financeiros-industrial... 

Mesmo que tal projeto expansionista traga consigo alguns senões, ou seja, que se torne um vetor não-controlável de agressão ao meio ambiente com as conseqüências já conhecidas por todos os envolvidos nesse processo de sedução, ou não.
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Um pequeno parentes se faz necessário, para que possamos ressaltar que estas conseqüências já se fazem sentir no nosso dia-a-dia. Citamos, para clarear essa explanação, as poluições múltiplas (áudio-visual, atmosférica, etc.) e o aquecimento global. 

E só para citar algumas dessas variáveis prejudiciais em seu sentido macro para o nosso entorno, e no qual estamos inseridos como co-participe para a sua necessária preservação, pois existe claramente a sua limitação como fornecedor de matéria prima.
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Portanto, estão aí os meios encontrados para conduzir os artifícios de manipulação das necessidades físico-psicológicas dos possíveis clientes// consumidores dessas quinquilharias multicoloridas. 

E que estão em todos os meios de divulgação comercial, informação científica e formatação psicológica das mentes (controle político) e corações (dominação ideológica) humanos.
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Reafirmamos, só para explanar sobre o obvio, que essas quinquilharias estão também nos écrans multicoloridos de idéias pré-concebidas; conservadas em solução aquosa de aldeído metílico (formol); e requentadas em forno de micro-ondas por milionésimo de segundos.

Concretizado esse processo de vivificação, e eis que se tem um produto pronto para o consumo imediato de sabe-se lá do quê... 

Mas se usarmos como acompanhamento um bom vinho tinto prensado no sertão do Alto São Francisco, e mais algumas fatias de pão sarraceno, fica um ouro da babilônia.

E, para que se possa sonhar com idéias de liberdade política, igualdade econômica e fraternidade entre homens e mulheres de boa vontade, se faz necessário encontrar um ponto de excitação, e assim para penetrar nas fissuras sistêmicas que a estrutura de poder apresenta vez por outra...

Essa necessidade se justifica, pois que esse sistema de exploração do homem pelo homem teima – apesar dos esforços seculares de várias gerações de vingadores// justiceiros – em manter-se de pé como um “joão bobo// teimoso”.
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Clama-se, portanto, por uma retomada de objetivos e de se perscrutar por novos caminhos para fugir do fetiche da mercadoria que nos persegue teimosamente já há algumas décadas...

Portanto vislumbramos nas palavras de Sir Karl Raimund Popper que “... podemos torna-nos os artífices de nosso destino, quando deixarmos de posar como profetas” nas infrutíferas tentativas de determinar o futuro prCor do textoeviamente concebido como mais-que-perfeito.
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Juntamos, pois, a esta rápida reflexão o desejo de que podemos atuar em coletivos não-hierarquizados – pequenos ou grandes, isto pouco importa – que podem ser efetivamente concretizar-se como uma das alternativas a este modelo econômico opressivo pela sua própria essência competitiva.
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Reforçamos, aqui, a idéia da convivência em coletividade, pois é nesses espaços políticos, como nos diz as palavras de Hans Magnus Enzensberger, que se dá o “diálogo de cada um com os demais” na construção de uma nova sociabilidade sem a predominância da concentração do poder em dedos longos e repletos de anéis multicoloridos.
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Digo-vos, portanto, que os coletivos não-hierarquizados podem ser um desses caminhos para manter vivo o desejo por liberdade, que só será exeqüível se associar-se a igualdade de condições para vicejar a fraternidade, mesmo entre àqueles que teimam, hoje, em exercitar sua porção egocêntrica, territorialista e competitiva.
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Em resumo, urbanamente belicosos, é o que se construiu como referência para a vivência coletiva nesses nossos hiper-aglomerados urbanos... 

Agressividade – expressão íntima de poder – conseqüência direta deste sistema de arranjo urbano, que se impõe em tais situações de concentração de indivíduos que pensam e sentem suas relações com outrem.

Mas devemos continuar a lutar por espaços de possibilidades lúdicas de resistências, que buscando uma sociabilidade fraterna, e para assim viabilizar os discursos de re-encontro consigo e com o outro, pois Hakim Bey já poetizou "As palavras pertencem àqueles que as usam apenas até que alguém as roube de volta."

2011/03/10

extraindo conceitos

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008


TV ligada..., 

por el__brujo


Fonte:  esquilomorto.wordpress.com/2007/01/20/um-ser-estranho/

Instrumento de ‘formatação’ (e também de de_formação) dos comportamentos pós-quaisquer coisas... Ou seja, os eternos consumidores de drogas ‘legais’:

‘nóis os ligadões’ em imagens midiáticas que fluem de forma intermitentemente pulsante até as nossas retinas.

Imagens subliminares que se fixam em nossa massa cefálica – como os crustáceos do velho mundo em expansão territorial se fixavam nos cascos das caravelas ‘colonizadoras’ – a singrar nos labirintos multicoloridos do bicho-papão transvertido em fornecedor, e em busca do consumo de quinquilharias anestesiantes.

E também, sub-repticiamente, divulgando às ‘boas novas’ (não tão novas e nem tão boas assim) do mais perene e resistente sistema de trocas:

consumir para sobreviver e sobreviver para consumir. 

Vulgarmente chamado de globalização capitalista.

Através da ‘TV ligada...’ temos:

·         a formatação ideológica de consumidores tenazes e subservientes aos padrões forjados nos cômodos (família, igreja, escola, trabalho, etc...) da casa do pensamento único: sociedade;
·         além disto, a divulgação da normatização de um sistema gerencial verticalizado em suas diversas hierarquias organizacionais (exemplo: pai, mãe, filhos e a doméstica que tudo vê e nada entende das cotidianidades familiares):

‘modus vivendis’ e;

·         também a auto-reprodução deste sistema, que se expande como à miséria nas periferias das cidades de médio e grande porte deste nosso Brasil varonil.

Ocupando, assim, todos os espaços vivenciais desta nossa sanguinolenta sociedade patriarcal.

Escapar desta sociedade se faz necessário... Portanto o caminho vislumbrado é construir/re-construir a tão propalada liberdade do homem/mulher livres...

Livres desta atrofia político-cultural de consumidores apalermadamente estagnados diante da eterna ‘jovialidade’ da ‘dama platinada’:

a TV Digital !!!

2011/02/05

visões antropofágicas

OS DESPOSSUÍDOS VÃO À LUTA!


por  el_brujo

Uma onda tsunâmica de revoltas (manifestações e motins de ação autônoma)  vêem percorrendo o velho, e também, o velhíssimo mundo:

da Grecia para a Tunísia; da Tunísia para o Egito; do Egito para a Jordânia, o Iêmen, a Argélia, etc.

Revoltas sem donos, ou mandatários, ou messias salvadores da pátria mãe dos endinheirados...

Revoltas que buscam por ar puro, pois as ditaduras que teimam em perpetuar-se por mais de três décadas sufocando a vida, a criatividade e a singularidade dos indivíduos (sujeitos) que não se assujeitam à servidão voluntária ou imposta pela opressão do Capital, do Estado e/ ou Teológica.

Revoltas que expõem a força da sua beleza nos burburinhos  do  cotidiano das escadarias, praças, avenidas, ruas, vielas e esquinas:


espontaneidade, autonomia, autodisciplina, consciência de sua alienação, tesão, solidariedade, vontade de potência, autodeterminação, etc.; que visam principalmente o exercício das práticas de liberdade.

E os gananciosos "senhores dos anéis"  interrogam boquiabertos:

quem são esses tais "terroristas revoltos"?

Uma miríade de anônimos, pessoas comuns do nosso dia-a-dia; e que migram para os centros urbanos, transitando ao vento em busca da própria sobrevivência:

são homens e mulheres que dizem não às hierarquias de gênero; os pobres excluídos e albergados nas periferias; jovens estudantes e/ ou trabalhadores; desempregados etc.

"A vontade e o desejo" dos revoltosos estão “transformando a face da região [sul da Europa e norte da África], dando arrepios aos mandarins de Washington (E.U.A/norte) e Tel Aviv (Israel)" [José Antonio Gutiérrez D. (Anarkismo.net: 01.02.11)]

Diante  dessas revoltas espontâneas que, sem destino ou futuro predeterminado,  vagueiam soltas — por hora!? — nos mares do mediterrâneo, Pierre-Joseph Proudhon (1809 — 1865) nos interrogaria:

o “que nos falta para realizarmos a obra que nos foi confiada?

Uma só coisa:

A prática revolucionária!... 

O que caracteriza a prática revolucionária é que ela já não procede por pormenor e diversidade, ou por transições imperceptíveis, mas por simplificações e por saltos.”


Anônimo disse...



"É o começo de uma nova era, as massas estão se sublevando e a sua liberdade está em jogo, as tiranias tombam... Sem dúvida estamos a assistir ao nascimento de um mundo novo."

Mazen Kamalmaz, da Síria - editor do blog anarquista árabe 



http://www.ahewar.org/m.asp?i=138
5/2/11


2011/01/06

visões antropofágicas



DOMINGO, 12 DE DEZEMBRO DE 2010


Resenha: Discurso da Servidão Voluntária

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Há alguns posts atrás algum de nossos visitantes comentou sobre o livro Discurso da Servidão Voluntária, de Étienne de La Boétie. Pedi a um dos nossos mais assíduos colaboradores (comentando em nossas postagens) que fizesse uma resenha sobre o livro, e ele aceitou a sugestão. Hoje trazemos aqui essa colaboração feita com exclusividade para este blog.

Vejam ai. E até a Quarta-Feira que vem.



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el__brujo

Os séculos XV e XVI são marcados pela expansão territorial; novas fronteiras são abertas e surgem novos ‘povos’ com perfis civilizatórios que colocam em xeque o modo de vida do mundo dito conhecido.
O mundo ocidental e a sua busca incansável pela autoridade referendada sempre no UM; seja ele o deus monoteista na religião, seja o estado absolutista na ciência política e/ ou a escritura como a única verdade crível no mundo do conhecimento (só vale o que está escrito, seja na lei secular, na fé ou na ciência).
Indo um pouco mais além, podemos afirmar que esses ‘mundos’ ao entreolharem-se se declararam – logo de imediato – como inconciliáveis e antagônicos nos seus desenvolvimentos civilizatórios...
Nesse instante o choque civilizatório se fez presente e perdurou pela opressão dos mercadores de especiarias (temperos aromáticos), sedas, chás, alucinógenos, metais e cristais preciosos etc.


Visto que a autoridade – tão querida aos ocidentais – não se permitia ao luxo do convívio com a liberdade sem adjetivações; fortalecendo, por isso, a ingerência protetora da lei, da fé e ou da ciência nas relações societárias.
Étienne de La Boétie (1º. de novembro de 1530 — 18 de agosto de 1563) escreve, entre os 16 ou 18 anos, seu panfleto/ ensaio sobre o ‘discurso da servidão voluntária’.


E nele tenta encontrar respostas para a questão da submissão a que o homem ocidental se submetia cega e voluntariamente, e que dessa submissão retirava para si prazeres e regozijos como súditos do rei, da lei e de deus.


Como nos esclarece La Boétie:


“Da razão que nasce conosco ou não, o que é uma questão debatida a fundo pelos acadêmicos e abordada por toda a escola dos filósofos, por ora não pensaria falhar ao dizer o seguinte:


há em nossa alma alguma semente natural de razão que, mantida por bom conselho e costume, floresce em virtude e, ao contrário, freqüentemente sufocada, aborta, não podendo enfrentar os vícios sobrevindos.”


Faz-se necessário, portanto, interrogarmos por que se aceitar prestimosamente a dominação do UM (deus, rei e/ ou a lei) contra todos (indivíduo ou coletivo)?


Visto que, nas palavras de La Boétie,


"É natural no homem o ser livre e o querer sê-lo; mas está igualmente na sua natureza ficar com certos hábitos que a educação lhe dá"


Isso se dá, portanto, através da negação/ servidão do indivíduo pela educação que lhe é imposta, que passa a comungar, idolatrar e referendar a concentração do poder político e, também, o financeiro nas mãos de alguns poucos.


E esses poucos beneficiários do poder concentrado tomam para si, como uso restrito, a função tecnológica de governamentalidade, isso através da normalização das relações de poder entre a autoridade constituída e a sociedade, e desta consigo mesma:


organizar, administrar e, portanto, dominar – disciplinar e controlar – a sociedade; perpetuando esta forma de exploração ad infinitum.


É premente que tentemos, como afirma o cientista político Edson Passetti (PUC - São Paulo), “...compreender o mal imanente à autoridade e recuperar a confiança na liberdade.”


Liberdade esta sem os adjetivos limitadores de sua expressão máxima, como nos indica o pensamento político do jovem estudante francês, La Boétie:


"Decidi-vos a não servir mais, e serei livres."
O autor da resenha é também editor do blog O Homem Revoltado.

2011/01/02

visões antropofágicas

A anarquista russa Emma Goldma (Kaunas, 27 de julho de 1869 – Toronto, 14 de maio de 1940), ainda hoje, nos surpreende com suas palavras certeiras como uma flecha arremessada em busca do futuro:

“o estado e as instituições políticas e econômicas que ele instaurou não podem sobreviver senão modelando o indivíduo a fim de que ele sirva a seus interesses”.

Não estranhamos, portanto, quando vemos indivíduos que recusam a sua condição de criadores de riquezas para se prostarem de joelhos diante dos edifícios do consumo de quiquinlharias multicoloridas:

concessionárias de automóveis, shoppings center, templos de adoração ao absoluto, etc...

Este é o ‘presente’ em que as flechas (críticas) de Emma Goldman aportaram.

Vivemos, pois, como gado pacientemente ‘tangidos’ ora em direção ao pasto (acumular), ora em direção a um curral asséptico e labiríntico (consumir).

Neste processo de ir e vir somos ‘marcados’ como potenciais consumidores de bugingangas e balangandãs sem qualquer tipo de análise crítica – por nossa parte – ao que está posto por este sistema que nos oprime com seus controles mentais e corporais, e suas leis disciplinares, coercitivas.

E quando nos mostramos inaptos (não-adaptados) somos levados ao abatedouro (periferia)... E lá é sacralizada a nossa ‘merecida’ exclusão social, moral e psicológica.

As síndromes, que nos atormentam e campeiam soltas aos quatro ventos, são a prova cabal desta situação.

Esta nova realidade, que hora se apresenta, referenda alguns limites que são impostos pelo Estado e pela sociedade capitalista; limites que se impõem como uma encruzilhada, qual seja:

resignar-se a compartilhar da efêmera prosperidade econômica que uma parcela diminuta do ‘povo’, do mercado e do Estado gozam ou buscar encontrar caminhos não-autoritarios como opção de vida.

Isso para que a desejada sociedade federativa, igualitária e livre não fique em segundo plano na nossa relação de prioridades.

Comandado pela ganância do mercado – ou pela burocracia canhestra dos experts em planificação – o Estado invadiu e tomou posse de todas as áreas de atuação humana; não existe, portanto, mais a distinção entre o público e o privado.

Atente, pois, para os ‘milagres’ econômicos, educacionais, culturais, cientificos etc.:

está tudo dominado pelo senso comum e o Estado é apresentado como a única solução para equacionar todas as adversidades e contradições!

Restanto somente, aos excluídos, as míseras migalhas sobejadas pelo Estado ‘previdente’, isso através de planos assistenciais de política pública defendidos raivosamente pela direita retrógada e/ ou pela esquerda revisionista.

E tudo indica que pode ficar pior, pois estamos cada vez mais nos isolando do mundo real e perdendo a capacidade de agir coletivamente (onde se guarda o verdadeiro potencial transformador) para o bem-estar de toda a comunidade.

É preciso, portanto, que saímos dos nossos casulos e caminhemos em direção ao outro para agirmos coletivamente contra os nossos algozes, pois a prosperidade econômica – não podemos negar este feito do neo-liberalismo – que aí está é ancorada nas mazelas de muitos milhões para benefícios de alguns poucos...

Faz-se necessários que tomemos conhecimento da nossa condição de explorado (e/ ou alienado) neste processo de dominação político-econômico-social; e de posse dessas informações transformemos em nossos os desejos de resistência ao Leviatã e seus acólitos.

Sociabilizar-se com um maior número possível dos que se opõem contra este sistema de dominação pelo consumo de inutilidades, pois o mundo é feito também de pessoas e não apenas de máquinas inteligentes que nos abduz para as malhas do universo virtual da web.

Sociabilizar-se? Sim!

Eis a premissa primeira que se impõem nestes tempos sombrios de violências institucionais:

escolas, fábricas, igrejas, exércitos, sindicatos, partidos políticos etc.

Que contribuem ideologicamente para que a assertiva Di Lampedusa (tudo deve mudar para que tudo fique como está) se reproduza ad anfinitum...

Sejamos críticos, como já o fez o anarco-individualista alemão Max Stirner (Bayreuth, 25 de outubro de 1806 – Berlim, 26 de junho de 1856) com a sua ‘sociedade dos egoístas’ ao afirmar que:

“O objetivo dos governos é sempre o mesmo:

limitar o indivíduo, domesticá-lo, subordiná-lo, subjugá-lo”.

fonte:

http://www.4shared.com/document/JH5xscFE/Verso_Final_Nov_2010.html

2010/09/14

pensamento pragmático

SEXTA-FEIRA, 27 DE AGOSTO DE 2010

(EDIÇÃO ESPECIAL DE 10 ANOS)

EDITORIAL

“No princípio era o grito. Nós gritamos” John Holloway.

Em meados de julho de 2000, Breno Geovane me convidou para confeccionarmos um informativo que abordasse assuntos que, em sua visão, não eram apresentados e, muito menos, discutidos no espaço editorial da(s) folha(s) que existiam e circulavam em Patos de Minas.

[...]

sumário:

1.- ENSAIOS

Fabrício Monteiro: Pobre indivíduo contemporâneo...

2.-
ARTIGOS

Nildo Avelino: Anarquismo e seus paradigmas éticos-estéticos;
Thiago Lemos Silva: Malatesta: crítico de Kropotkin.

3.- ENTREVISTAS

jornal Socialismo Libertário - periódico nacional do Fórum do Anarquismo Organizado (FAO): PROTESTO NÃO É CRIME! - ENTREVISTA COM A FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAÚCHA.

4.- RESENHAS

el__brujo: A idéia dos sovietes.

5.- NOTÍCIAS

Assembléia Nacional dos Estudantes Livres: Moção de Apoio ao Movimento Estudantil da UFU;
A OUTRA CAMPANHA: NAS ELEIÇÕES, O NOSSO VOTO É NO PODER POPULAR

2010/08/28

extraindo conceitos


segunda-feira, 30 de junho de 2008

"... somos todos responsáveis por tudo

e por todos perante todos,

e eu mais do que os outros..."
Fedor Dostoievski
(uma citação do romance ‘Os irmãos Karamazoff’)

Além de um conceito filosófico aprisionado em páginas e mais páginas de papel, já foi o desejo de muitos indivíduos, principalmente daqueles que estavam subjugados a alguma lei coercitiva, norma anacrônica ou a uma limitação qualquer que lhes tolhia os movimentos físicos e/ ou de pensamento...

Alguém fez a pergunta que não queria calar e que se fazia necessária: o que vem a ser liberdade?

É óbvio que mil e umas serão as respostas sobre tão especulativo tema, que pode ter uma infinidade de texturas nos infinitos campos de pesquisa do conhecimento humano.

Indo da pureza de sentimento de uma mente que é ligada a transcendência espiritual buscando superar os instintos primários de sobrevivência da espécie até ao mais sacana e inescrupuloso dos capitalistas na sua sanha desmesurada em amealhar a maior quantidade de riquezas possível para estocar em proveito próprio do seu ego carente.

E ele – o empresário empreendedor/ capitalista inescrupuloso – o faz sem o menor pudor ético, filosófico ou moral, pois é a sua escolha de ser/ viver a natureza competitiva, acumulativa e conseqüentemente destrutiva.

E para esse modo especifico de se viver uma experiência existencial que não aceita trabalhar com os limites que minimizam as interferências prejudiciais ao ritmo de renovação do meio ambiente.

Escolha que prioriza ajuntar coisas para se mostrar forte e poderoso diante de terceiros, mesmo sabendo que será quase impossível encontrar um ‘dia tal’ para sentar e saborear tudo o que se colecionou durante o seu curto período de existência física entre os pobres mortais explorados e surrupiados nestes atos de ganância econômico-financeiros.

Sem buscarmos contextualizar no nosso cotidiano o que queremos vivenciar com a prática da liberdade, viveremos várias vidas para encontrar uma resposta. E à cada interrogação, em cada uma dessas vidas teremos mil e uma respostas diferentes.

Na verdade o que estamos construindo é uma eterna repetição e sem nenhuma perspectiva de sair desse círculo vicioso no qual estamos habituados a viver: escolas de submissão, religião patriarcal, família nuclear e outras tantas experiências afins.

Um caminhar que não acrescenta nenhum sentido prático para as vivencias de um sem número de indivíduos, que não querem se submeter aos algozes de plantão, vendedores de ilusões e travestidos de salvadores de almas, corpos e mentes neste mundo midiático de promessas virtualmente vazias de propósitos.

A liberdade de ir e vir, defendida com unhas e dentes pela burguesia esclarecida – altamente qualificada e especializada – e enriquecida na exploração do trabalho alheio, deve está ligada diretamente ao exercício da igualdade para que todos tenham como exercitar o direito de trabalhar, habitar, comer, vagabundear, estudar, curar-se etc.

Digo mais, devemos por em prática vivências coletivas onde a dignidade e o respeito entre iguais sejam praticados, pois só assim esta conquista da liberdade se fará presente na existência pessoal e cotidiana de todos.

E para se chegar até lá é necessário termos como meta primordial organizarmo-nos em lutas que rompam com o instrumento de dominação ideológico da burguesia: o Estado político, que a tudo absorve, molda, adestra e destrói nos cotidianos individuais e coletivos!!

Liberdade, portanto, só quando pular do papel – mundo das idéias – e for de encontro à vida para ser vivida coletivamente por todos e por cada um sem amo ou senhor...


fonte:

http://midia-rebelde.blogspot.com/2008_06_01_archive.html

2010/07/31

extraindo conceitos



sexta-feira, 30 de maio de 2008
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Não devemos nos ater aos números fornecidos pelos órgãos oficiais ou extra-oficiais do governo, ou ainda de partidos encastelados nas instituições de poder político (O ESTADO) como sanguessugas agarradas às pernas dos que sofrem de elefantíase.

É sabido que eles, independente da cor do broche na lapela, se utilizam dos vários artifícios de marketing para tentar aumentar a sua margem particular de domínio político sobre o nosso povo varonil e, é claro, estender o máximo possível a sua permanência junto às fontes da longevidade política: as mídias de massa que controlam a formação/ construção dos desejos; e o Banco Central aliado aos seus congêneres que detém à concretização desses mesmos desejos fabricados alhures.

A estatística, também, é um desses instrumentos de melhor convencimento e fácil absorção pelas camadas nos extratos inferiores da população. Seja objetivando resultados positivos quando da participação nessas querelas de eleição e/ou re-eleição, seja para consumo interno na ‘fabricação’ dos índices de popularidade de figuras chaves da estrutura de poder.

Mesmo que todos nós saibamos que essas quantificações estatísticas são puro ilusionismo produzido em laboratórios de pesquisas. E, por isso mesmo, passam necessariamente por um processo que está muito próximo do ‘adivinhatório’.

Falamos isso, pois para se chegar a determinados resultados os institutos se utilizam das “médias aritméticas” como critérios de amostragem e para analisar os dados coletados de métodos muito pouco convincentes, que são postos em prática para determinar, persuadir e construir ‘verdades’ que só interessa ao poder constituído e seus apaniguados.

E os índices (resultados das pesquisas) são assim apresentados: quem deu mais bicadas no tronco do pau, ou quem deu mais saltos na beira da lagoa: o sapo cururu ou o tucano do nariz inchado?

Portanto, meus caríssimos, são parâmetros para referência de pesquisa e não representações da nossa realidade vivida desse cotidiano de mendicância institucional que determinada faixa da população está sendo adestrada como animal circense: bolsa família, vale transporte, tichek refeição, bolsa escola, auxílio gestante, e pecúnia pró-feiúra para os pobre, pretos, feios, cabeça-chata etc, que estão espalhados pelos quatro cantos deste nosso pais.

É por aí que segue a criatividade governamental na tentativa de solucionar o problema dos trabalhadores de menor qualificação profissional, ou seja criar, manter e fortalecer uma eterna dependência financeira entre os indivíduos de baixo poder aquisitivo e o Estado provedor, mas que em realidade é um relacionamento de dependência, controle e cerceamento da conquista da própria liberdade na mais pura acepção da palavra.

Destacamos que é um casamento deveras sui generis esse, em que os donos da carne-seca entram com o dedo em riste e a nossa gente pobre entra com o anel...

anônimos:

Blogger winter disse...

Cursei um ano de Ciências Sociais na UFF, depois abandonei o curso, mas lembro-me perfeitamente de uma aula de Ciência Política I, em que o Prof. Ferraz disse com todas as letras: todas as pesquisas eleitorais são falsas com exceção da primeira e da pesquisa de boca de urna: a primeira, para medir de fato as intenções e - a partir daí - influenciá-las; a última, para não tirar a credibilidade do Instituto de pesquisa.

É fogo...

Quem quiser outras visões críticas sobre nossa sociedade visite: comunidadeeditoria.blogspot.com

01/06/2008 16:18:00

Anônimo Anuraghi disse...

"Falamos isso, pois para se chegar a determinados resultados os institutos se utilizam das “médias aritméticas” como critérios de amostragem e para analisar os dados coletados de métodos muito pouco convincentes, que são postos em prática para determinar, persuadir e construir ‘verdades’ que só interessa ao poder constituído e seus apaniguados."

Cursei dois anos de Mestrado em Ciência da Arte na UFF e tenho condições de dizer que ciência não se faz com médias aritméticas. Ciência se "faz" com os números de cima hoje em dia...

Ou se vota com os de cima ou se luta com os de baixo.