"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."

emma goldman

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2012/05/12

pensamento pragmático

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SÁBADO, JANEIRO 28, 2012


Vejam lá se descobrem quem está à esquerda e quem é o que está à direita.

2012/04/03

extraindo conceitos

http://franciscotrindade.blogspot.com.br/2012/03/da-proxima-vez-que-tiver-um-acidente.html


QUARTA-FEIRA, MARÇO 14, 2012


Da próxima vez que tiver um acidente…


…não dê graças a deus. Agradeça antes à equipa de engenheiros desenvolveu os sistemas de segurança no seu carro, ou aos bombeiros que chegaram a tempo de o levar para o hospital, ou aos médicos que fizeram a intervenção certa, ou aos milhares de investigadores médicos que trabalham para desenvolver a medicina…

Agradecer a deus em casos como este, ou atribuir a acção divina ao trabalho de todas estas pessoas, é ser-se arrogante pois se menospreza o mérito dos profissionais da saúde e segurança.

2012/04/02

extraindo conceitos



SEGUNDA-FEIRA, NOVEMBRO 21, 2005


TESES SOBRE PROUDHON


I


A Filosofia consiste em fazer da vida um constante combate contra a ignorância.


Fazer  filosofia é fazer o mundo. Fazer o mundo modificando-o. Só se toca o real transformando-o. O mundo é um todo organizado com sentido. Só então filosofar é interpretar, filosofar é criar, é construir. A filosofia tem um teor englobante. A pergunta que se coloca bem à nossa frente neste momento é a pergunta pelo como. Não posso compreender uma pessoa que não seja disciplinada.

 O domínio político, o domínio ideológico, esmaga o nosso viver que naturalmente quer ser livre e não estar sujeito a categorias formais desta espécie. A filosofia, como eu a entendo, estabelece um fosso com o político. A filosofia é obra. Fazer filosofia implica realizar uma obra nem que isso seja a vida de um homem.

A obra de filosofia está de acordo com a frase latina:  “Opus artificem probat” [ A obra revela o artista]. A obra mostra o artífice. A primeira verdade ontológica é que a verdade do ser é limitado pelo seu corpo.

Um bilhão de pessoas não sabe ler nem escrever. Dois bilhões de pessoas não têm acesso a energia eléctrica. Mais de metade da população mundial não tem acesso a água potável. Três bilhões de pessoas vive com dois dólares por dia. Um bilhão e meio vive com um dólar. Vinte por cento da população mundial não ultrapassará a barreira dos 40 anos. Quase dois bilhões é o valor anual, em contos, que os americanos gastam em cosméticos. Mais quinhentos milhões que a quantia estimada para que toda a população mundial pudesse ter acesso à educação básica.

Vinte por cento da população dos países ricos, que atualmente, consome oitenta e quatro por cento dos bens mundiais, tinha, em 1960, trinta vezes mais rendimentos que vinte por cento da população dos países mais pobres. Em 1997, esta diferença subiu para setenta e quatro vezes.

Segundo as contas oficiais seriam necessários cem mil milhões de dólares para acabar com a fome e dar condições mínimas a todos os pobres do mundo. Número verdadeiramente assombroso, sobretudo se for mencionado como um dado absoluto. Mas se dissermos que a fortuna dos 7 homens mais ricos do mundo chegava e sobrava para pagar este valor exorbitante, que pensar disto?


Estes dados são demasiado importantes para termos qualquer tipo de dúvidas sobre a situação aviltante que o mundo capitalista criou e continua a criar apesar dos discursos altissonantes de justiça social, direitos humanos e outras expressões vazias de sentido porque não há comparticipação na realidade social onde vivemos e onde sentimos
leia mais:


2012/03/19

extraindo conceitos

Teses sobre Proudhon


por  Francisco  Trindade


O capitalismo domina majestaticamente as nossas vidas a todos os níveis, e esse é sem dúvida, um dos principais aspectos caracterizadores deste final de século vinte. As possibilidades de regressar ao que surge hoje como uma idade de ouro desapareceram e o capitalismo regressou de certa maneira ao seu modo de funcionamento natural, caracterizado pelas desigualdades, a desordem, a insegurança social, as guerras, a fome e o desinteresse em relação ao ambiente. Mas esse passo atrás faz-se a partir de conquistas sociais e de potencialidades tecnológicas qualitativamente diferentes em relação a todas as épocas anteriores. Hoje, seria possível assegurar a cada um condições de existência correctas, e é por essa razão que a estabilização do capitalismo na base do seu funcionamento actual é impossível.


Neste contexto, não é absurdo considerar a prazo a retoma de um movimento social que poderia beneficiar das condições tanto conjunturais como estruturais que se podem prever para os próximos tempos. Tendo em conta a persistência das falhas de fundo do sistema, cujos limites os trabalhadores têm experimentado, e que mesmo os governos acabam por reconhecer como tais, encontramo-nos de certa maneira numa situação de tábua rasa, em que as ilusões em parte desapareceram, e em que se torna possível avançar com exigências opostas às do sistema econômico dominante. Deste ponto de vista, pode dizer-se que estão reunidas as condições para o movimento social passar, pelo menos em certos sectores, de uma atitude de defesa, mitigada por certa desmoralização, à afirmação positiva de reivindicações e de exigências dirigidas ao sistema e ao seu modo de funcionamento. 


Saudações proudhonianas 
Até breve 
Francisco Trindade 

2012/02/25

pensamento pragmático

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SÁBADO, JANEIRO 28, 2012

rezar — A melhor maneira de não fazer nada e ainda achar que está ajudando

2012/02/13

extraindo conceito

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 CORDEIRO(S)  DE DEUS, QUE TIRAIS OS PECADOS DO MUNDO...

DOMINGO, JANEIRO 29, 2012


Indignados? São é uma cambada de…



«É um fenômeno curioso: 
o país ergue-se 
indignado, moureja o 
dia inteiro indignado, 
come, bebe e 
diverte-se indignado, 
mas não passa disto. 
Falta-lhe o romantismo 
cívico da agressão. 
Somos, socialmente, 
uma colectividade 
pacífica de revoltados.»

Miguel Torga

2012/01/30

extraindo conceitos

TERÇA-FEIRA, JANEIRO 17, 2012


Islândia triplicará o seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros

Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e o colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandos financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Do limite que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida em despachos distantes da realidade cidadã. E embora continuem existindo buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os meios passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram os seus objetivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, o seu caso bem pode ser o caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e justiça económica em todo o mundo.

2012/01/25

pensamento pragmático

A maneira dos mais pobres terem o frigorífico cheio...

2010/02/19

extraindo conceito__26

O SUFRÁGIO UNIVERSAL

Francisco Trindade

Nunca me esqueci das palavras de Proudhon: "o sufrágio universal é a meu ver uma verdadeira loteria."

A democracia representativa é um sistema no qual as pessoas são espectadores e não atores. A intervalo regulares, têm o direito de colocar um boletim na urna, de escolher alguém dentro da classe dos chefes para os dirigir.

Depois, espera-se que voltem para casa e tratem dos seus assuntos, consumam, vejam televisão, cozinhem e, acima de tudo, não incomodem. É isso a democracia em que vivemos.

Este é o nosso ponto de vista. Este é o nosso ponto de partida.

A democracia que defendo é aquela em que toda a forma de autoridade, de hierarquia, deve ser posta em causa e deve provar o seu fundamento. Não há auto justificação que seja aceitável.

Isto é de igual modo válido para as relações entre os pais e os filhos, os homens e as mulheres, no mundo do trabalho ou entre os Estados. É necessário referenciar todas as formas de autoridade e fazer com que as mesmas justifiquem a sua existência.

Este é o nosso ponto de vista. Este é o nosso ponto de partida.

Algumas dessas formas de autoridade têm fundamento. Assim, as relações entre uma mãe e o seu filho são de natureza autoritária.

Mas toda a forma de autoridade que não pode provar o seu fundamento é ilegítima, e temos o direito de a derrubar. Isto é verdade a todos os níveis, desde as relações individuais até às relações internacionais.

Este é o nosso ponto de vista. Este é o nosso ponto de partida.

Ao contrário de alguns "livre pensadores" que advogam o voto em branco, vamos responder massivamente com a greve eleitoral, não pondo sequer os pés nos locais de voto, mostrando assim, que não pactuamos com este sistema injusto e caduco.

"o sufrágio universal é a contra-revolução" - Proudhon.

Este é o nosso ponto de vista. Este é o nosso ponto de partida.

Para que me serve todas estas eleições? Para que necessito eu de mandatários, assim como de representantes? E se é preciso explicar a minha vontade, não o poderei fazer sem o auxílio de ninguém?

O homem que solicita os meus sufrágios é um homem desonesto, porque em troca da situação e da fortuna a que o conduzo, promete-me uma série de coisas que não me vai dar e que além disso, nem sequer estaria em seu poder dá-las.

O homem que elevo não representa nem a minha miséria, nem as minhas aspirações, nem nada de mim; não representa senão as suas próprias paixões e os seus próprios interesses, que são contrários aos meus.

Não penso, nem para me reconfortar nem para me dar esperança que depressa seriam desiludidas, que o deplorável espetáculo a que assistimos hoje é particular de uma época ou de um regime e que isso passará.

Neste sentido todas as épocas se equivalem, tal como todos os regimes, ou seja, não, não valem nada.

Quando foi criada a democracia indireta, representativa, formal, nominal ou burguesa, ao fim e ao cabo tão indireta e tão pouco representativa como qualquer ditadura, indispensável, não obstante, à gestão e proteção corretas e correntes dos bens dos possidentes [grande proprietário de terras] não foi tido em conta o grande perigo que a ameaça: a abstenção ativa, consciente.

Numa palavra: a greve eleitoral, a fuga à delegação de poderes, que em si não basta, no entanto, e deve ser imediatamente seguida ou acompanhada da gestão generalizada e direta de todos os aspectos da vida social desalienada.

Este é o nosso ponto de vista. Este é o nosso ponto de partida.


texto integral in:

ANOVIS ANOPHELIS

(SÁBADO, JUNHO 06, 2009).



2009/10/28

editora imaginário -- promoção de livros__02

PROMOÇÃO DA EDITORA IMAGINÁRIO

(26 DE OUTUBRO A 20 DE NOVEMBRO DE 2009)

DO PRINCÍPIO FEDERATIVO

Pierre-Joseph Proudhon

2001

de R$ 22,00
por R$ 17,60 + frete (15%)

*#*
"Todas estas divisões de partidos entre as quais a nossa imaginação cava abismos, todas estas divergências de opinião que nos parecem insolúveis, todos estes antagonismos de sorte que nos parecem sem remédio, encontrariam de repente sua equação definitiva na teoria do governo federativo."

Pierre-Joseph Proudhon

#*#

Esse clássico de Pierre-Joseph Proudhon apresenta ao leitor um dos princípios basilares do pensamento libertário: o federalismo. O autor analisa o princípio de federação a partir das relações de liberdade e autoridade que se dão dentro da sociedade.

A partir disso, discute as formas de autoridade e aponta o federalismo como forma de solução política para a sociedade. Proudhon assim define sua idéia de federação: “FEDERAÇÃO, do latim foedus, genitivo foederis, quer dizer pacto, contrato, tratado, convenção, aliança [...] o sistema federativo é oposto da hierarquia ou centralização administrativa e governamental”.

“A partir de 1858, mais consciente da importância das relações políticas internacionais, Proudhon prossegue a crítica do Estado centralizado (o que vem fazendo desde 1839) mas opõe-lhe, não mais a destruição dos governos, mas a sua limitação num sistema federal.

Parece-lhe que a garantia das liberdades deve ser procurada, não somente na negação das autoridades, mas numa organização complexa onde se encontrarão limitadas e reciprocamente contrabalançadas as autoridades e as liberdades.

O Federalismo responderia a esta complexidade das dialéticas desde que ele fosse concebido, não como um simples sistema político, mas como um sistema total sócio-econômico, onde os múltiplos grupos seriam os livres criadores das suas relações econômicas e políticas.

O problema que se coloca a Proudhon, no momento em que se interroga sobre a constituição social dos grupos nacionais e sobre as relações internacionais, diz respeito simultaneamente à organização política.

Na sociedade não-igualitária do regime de propriedade, o político constituía-se por oposição à sociedade econômica e para dominar os conflitos de classe que a desiguldade suscitava.

Pelo contrário, numa sociedade socialista, onde a livre solidariedade uniria os indivíduos e os grupos, o direito público, longe de se opor à sociedade econômica, deveria admitir os princípios e não fazer mais que prolongar a organização econômica.

Os princípios econômicos, contratualismo, mutualismo, devem estar no fundamento do direito público e reproduzirem-se identicamente: o equilíbrio dinâmico instituído na organização econômica deve reencontrar-se na organização política: a mutualidade econômica transpõe-se na política sob o nome de Federalismo.

A concepção federal dos grupos nacionais opõe ao unitarismo centralizador uma visão pluralista de sociedade: enquanto que a tradição monárquica ou jacobina não concebe o bem social que sob a forma de absorção das partes numa centralização única, o federalismo opõe-se a toda centralização e respeita a autonomia dos agrupamentos particulares.

Não se trata já de assegurar a unidade ao preço das liberdades mas assegurar ao mesmo tempo a unidade e as liberdades na unidade.”

Francisco Trindade

www.editoraimaginario.com.br.