"O anarquismo defende a possibilidade de organização sem disciplina, temor ou punição, e sem a pressão da riqueza."
emma goldman
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2008/12/31
2008/12/28
2008/12/26
pipoca & celulóide
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A Guerra Civil Espanhola talvez seja o caso mais importante [dos movimentos que deram vida ao anarquismo], ainda que devamos lembrar que a revolução anarquista que conquistou boa parte da Espanha em 1936 tomando várias formas, não foi um levante espontâneo, mas foi preparada através de muitas décadas de educação, organização, esforço, derrota e algumas vezes vitórias.............................
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2008/12/24
pipocas & celulóide

LUTA POR
TERRA & LIBERDADE, in
ESPANHÃ
António Joaquim de Sousa
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"Mas uma grande idéia não pode germinar num só dia, por mais rápida que seja a elaboração e a difusão de idéias durante os períodos revolucionários."
Piotr Kropotkin
A derrota da Revolução em Espanha, foi o culminar desta tendência* e sua mais evidente demonstração...
Aquele que foi o mais avançado esboço de transformação social libertária, foi empalmado entre fascistas e estalinistas, ante a indiferença conivente dos Estados democráticos, na mais sinistra combinação de forças contra-revolucionárias de nossa época. Essa seria a última grande mobilização popular das idéias anarquistas e a mais trágica das derrotas.
O socialismo libertário, que desde o século XIX tinha tido um dos seus bastiões na Península Ibérica, era esmagado após uma guerra civil que levaria à morte e ao exílio milhões de militantes. Episódio da história social contemporânea que reúne contraditoriamente os erros, os limites e as possibilidades criadoras do anarquismo.
Nunca o anarquismo teve um papel tão decisivo nas mudanças profundas de uma sociedade quanto na Revolução Espanhola, mas também nunca ficou tão próximo de se descaraterizar como alternativa às instituições estatizantes e burocráticas.
A participação de alguns de seus mais conhecidos militantes no governo, mesmo não colhendo a adesão de parte do movimento, nem chegando a gerar um anarquismo político de feição maximalista, foi um colaboracionismo que deixou seqüelas profundas no movimento libertário.
Dessa experiência também não conseguiram os anarquistas extrair uma teoria e uma prática adequada para lidar com o fenômeno do Estado e do Poder, nem desenvolverem a partir das realizações construtivas da Revolução - para empregar as palavras de Gaston Leval - uma alternativa de autogestão generalizada para as modernas sociedades complexas.
Hoje, poderemos a partir destas mesmas causas que se combinaram para debilitar o movimento anarquista, entender as perspectivas abertas pela derrocada de dois mitos: o do Estado Socialista e o do Estado do Bem Estar Social. Agora, mais de [sessenta] anos após a Revolução Espanhola de 1936, talvez os anarquistas possam refletir sobre todo esse período de esperanças e derrotas dos movimentos libertários.
Mesmo que hoje tenham desaparecido as causas fundamentais do declínio do anarquismo, isso ocorre numa fase em que o pensamento e a prática libertária atingiram seu ponto mínimo e quando a homogeneização ideológica do sistema capitalista atingiu seu ápice. Certamente por essa razão o desgaste do Estado e da representação política só tenha gerado um generalizado desinteresse cínico com os destinos da sociedade e não mais uma busca de uma alternativa ao existente.
Essa descrença generalizada, contraditoriamente, pode representar o começo de uma nova esperança: se não mais acreditamos no Estado e na democracia representativa, então podemos nos auto-organizar e começar a imaginar formas de autogoverno para as sociedades. E aí nos reencontramos com o velho desafio do anarquismo!
* o autor, aqui, está se referindo ao declínio do anarquismo junto às massas populares na sua luta contra a sanha egoísta do capital em acumular quinquilharias multicoloridas.
leia mais, saiba mais:
2008/12/22
pipocas & celulóide

Nas grandes cidades a resistência popular encarrega-se de defender as poucas conquistas trazidas pela República. Em Madri, o povo assalta os quartéis, arma-se e expulsa os fascistas. Em seguida, juntamente com as Brigadas Internacionais organizadas pela URSS, resistem heroicamente ao cerco da capital pelas tropas franquistas. Em Barcelona, os anarquistas organizam-se em milícias e tomam o poder na Catalunha, assumindo a autogestão das terras e das fábricas.
A Espanha fica dividida em três poderes. A metade fascista, comandada pelo general Franco. A outra metade chamada de republicana, legalmente chefiada pelo governo do socialista Largo Caballero. Mas quem exerce o poder de fato nessa outra metade são os trabalhadores do campo e da cidade, organizados em milícias populares.
Ao resgatar para o cinema a epopéia da Guerra Civil Espanhola, desaguadouro do altruísmo dos revolucionários de dezenas de países, Loach empunha o estandarte “Terra e Liberdade” da revolução espanhola, para afirmar que as utopias são imorredouras. Ao mesmo tempo, resgata a verdade histórica, deturpada durante décadas por uma propaganda enganosa, sobre o papel que a Internacional Comunista (stalinista) desempenhou durante a Guerra Civil Espanhola.
2008/12/21
extraindo conceitos

Os denominados “crimes” em sua opinião derivam basicamente de duas fontes: a estrutura social vigente, com sua ênfase na acumulação a conseqüente geração de profundas desigualdades e frustrações e a necessidade da força para se manter o privilégio, aliada à ilusão, gerada pelo próprio sistema de que todos nele podem enriquecer e que só os incompetentes é que não o conseguem; os atentados contra a propriedade (furtos, estelionato, roubos, assaltos, seqüestros com finalidade econômica, etc.) são as principais fontes de atos delituosos mesmo hoje em dia, e é óbvio para eles que uma distribuição justa da riqueza social praticamente eliminaria tais comportamentos.
A segunda fonte de comportamentos “criminais”, segundo sua opinião, provém de problemas patológicos e constitui os denominados “crimes bárbaros” tais como assassinatos e violências cometidos aparentemente sem razão, alguns crimes sexuais, comportamentos destrutivos gratuitos, etc. e neste caso a repressão é igualmente inútil, pois o que importa é compreender e tratar o problema e não simplesmente reprimi-lo.
Além disto as prisões possuem um efeito desmoralizante profundo, pois, ao privar o homem de sua liberdade, priva-no igualmente de algo fundamental à sua própria personalidade alterando profundamente o seu comportamento e, neste sentido, as modernas observações sobre a “psicologia do internalizado” nada mais fazem do que, sem saber, retomar as teses libertárias velhas de um século e meio.
A pena de morte, é para eles apenas um espetáculo de vilania do poder, que visa apenas atemorizar e promover a sujeição, sem nenhuma eficácia prática. Vemos que tais teses, em muitos pontos, prefiguram as concepções modernas de um Gabriel Tarde e sua Sociologia Criminal, do Michel Foucault da História da Loucura e de Vigiar e Punir, de um Deleuze, de um Goffman [Manicômios, Conventos e Prisões], etc., bem como algumas visões da Psicanálise. Tais posturas estão igualmente na raiz da moderna escola jurídica do Abolicionismo Penal, que vem revolucionando a jurisprudência e a Penologia na Escandinávia e na Holanda.
Em todas as oportunidades históricas que tiveram, os anarquistas colocaram suas idéias de abolição das prisões em prática, seja na Comuna de Paris, seja na Ucrânia, por ocasião da Revolução de 1917, seja na Catalunha revolucionária de 1936; as prisões foram pura e simplesmente abertas e as pessoas tornadas responsáveis pelos seus atos; não consta, na medida dos fatos empíricos que se pode recolher nestas situações tumultuadas, que tal atitude tenha contribuído para um aumento dos atos anti-sociais ou para a “implantação do caos” como querem os conservadores que – na tradição de Maquiavel e Hobbes e talvez por pintarem os outros à sua própria imagem – sustentam que ao abolir o aparato repressivo cai-se imediatamente no caos.
Para uma visão mais aprofundada sobre esta questão, remetemos o leitor ao clássico de Piotr KROPOTKIN “As prisões”, bem como aos escritos de Errico MALATESTA sobre o tema, que infelizmente estão esparsos ao longo de sua obra (consultar o índice da edição de seus escritos pela FAI: Pagine di Lotta Cotidiana 2v e Pensiero e Volontá 2v.). um depoimento e uma análise incisivos sobre o funcionamento das prisões pode ser encontrado no clássico de Alexander BERKMANN Prision Meemoirs of an Anarchist; são igualmente interessantes as reflexões de Robert OWEN sobre o tema, que podem ser apreciadas em uma coletânea recente (A New View on Society and other Writings London Penguin Classics 1991).
*José Carlos Orsi Morel e membro do Centro de Cultura Social / São Paulo e tradutor do livro: Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria, de Pierre-Joseph Proudhon; Ícone Editora LTDA, 2003 (www.iconelivraria.com.br).
2008/12/18
extraindo conceitos

Anarquistas sempre dizem que suas formas de organização não são novas. A maioria das relações humanas são naturalmente horizontais e cooperativas. Há uma diferença entre ordem e hierarquia. A anarquia também é uma forma de ordem, mas baseada no acordo, ao invés do comando. São regras de acordo ao invés de leis impostas que protegem os privilegiados.
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As pessoas se comportam da maneira que elas fazem por causa de suas culturas e suas expectativas mútuas. Não é nem um pouco surpreendente que em uma cultura que nos educa para competir uns com os outros e ainda comandar ou obedecer, você encontre pessoas tentando abrir seu caminho e fazer o máximo que puderem em seu próprio benefício. O anarquismo também faz um chamado para uma revolução na consciência e na cultura, uma que permitirá rédeas livres aos instintos sociais humanos, ao apoio mútuo.
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Economias centralizadas não são as únicas formas de organizar a produção e o serviço. Em um sistema anarquista, qualquer forma de atividade produtiva seria possuída e conduzida diretamente pelo/as trabalhadore/as, ao invés dos patrões privados e do Estado. A produção seria para a necessidade, não para o lucro.
Os esforços do/as vário/as trabalhadore/as se coordenariam entre si para a execução de qualquer tarefa de larga escala. A idéia básica é essa, se você deixar as pessoas agirem por conta própria, elas se organizarão muito bem, e aquelas formas de organização de cima para baixo, centralizadas, são oportunas para manter existentes os sistemas de privilégio e dominação.
Olhe para a Catalunha, durante os estágios mais altos da Revolução Espanhola, em 1936. Havia um sistema anarquista bem formado. O/as camponese/as tinham a posse das terras, trabalhadore/as dos bondes administravam os bondes, e tudo funcionava – e isto foi no meio de uma guerra civil.
Os kibbutz originais [Israel] também eram anárquicos, mesmo embora eles não chamem a si mesmos como tais. Em Degania, o/as fundadore/as dizem, estamos tentando criar uma sociedade sem explorado/as e exploradore/as. Queremos democracia direta, a cada um de acordo com sua habilidade, para cada um de acordo com suas necessidades.
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Em princípio não quero dar meu consentimento para ser governado, nem minha aquiescência para um sistema por meio do qual temos que escolher quem nos intimida. As eleições dão às pessoas a ilusão de uma participação democrática, mas assim como a famosa anarquista judia, Emma Goldman, disse: se o voto mudasse alguma coisa, eles [os donos do poder] tornariam isso ilegal.
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Na verdade, quero que [...] as pessoas acordem para o fato de que não importa se é um fantoche [o eleito] azul ou vermelho que está nas mãos capitalistas.
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O caminho para a saída não está nos governos socorrendo os bancos, mas sim nas pessoas começando a criar estruturas populares que são auto-suficientes, e que permitirão a eles se desprenderem de ambos, capitalismo e Estado.
* extrato de entrevista concedida a David B. Green para a revista israelense Haaretz, em princípios de novembro de 2008 e por nos copilado do prestimoso serviço de divulgação do coletivo – agência de notícias anarquistas – a.n.a., com tradução de Marcelo Yokoi
2008/12/16
pipocas & celulóide
O CELIP*
convida:
confraternização
de final de ano!

HORÁRIO: 14H
EXIBIÇÃO DO FILME "GERMINAL"
Com pipoca e cinema à vontade!!!
O filme Germinal é baseado na célebre obra do escritor Emile Zola e que mostra a realidade dos trabalhadores de uma mina de carvão no final do século XIX na França.
Sob regime de exploração constante, os trabalhadores se organizam frente aos constantes abusos da companhia mineradora, o que acaba desencadeando inúmeros conflitos com finais nem sempre previsíveis.
Para compor Germinal, o autor passou dois meses trabalhando como mineiro na extração de carvão. Viveu com os mineiros, comeu e bebeu nas mesmas tavernas para se familiarizar com o meio. Sentiu as dificuldades do trabalho árduo e extenuante das minas, o calor, as moradias insalubres, as doenças e as greves e conflitos durante todo o período.
Emile Zola, in Germinal:
* Círculo de Estudos Libertários Ideal Peres (CELIP)
LOCAL: CCS - RUA TORRES HOMEM 790 / VILA ISABEL/R.J.- R.J.
COMO CHEGAR:
# Trem: Descer na estação Maracanã e pegar um ônibus que segue pela Rua 28 de Setembro até o final.
# Integração Metrô (comprar bilhete expresso e saltar na estação São Francisco Xavier. Descer e pegar o ônibus do metrô para Vila Isabel).
# Ônibus da Zona Norte ou da Zona Sul: 638, 434, 232, 269, 266, 639, 623, 625, 268
OBS1: Para quem vem da Zona Sul, saltar no ponto de ônibus da Rua 28. de Setembro, em frente a Escola de Samba da Vila Isabel; para quem vem da Zona Norte saltar no 1o ponto depois do Shopping Iguatemi.
OBS2: Na Av. Presidente Vargas ou no ponto de ônibus do metrô de São Cristóvão há vários desses ônibus que passam em Vila Isabel.
# Ônibus de Niterói e São Gonçalo: 703, 523.
Favor divulgar!
2008/12/14
no espaço e no tempo:
zVisite o You Tube e assista o vídeo pálido ponto azul, que tem como pano de fundo a declamação de um pequeno texto, digo, um excelente extracto da verve do perspicaz Carl Sagan:
"...
Algumas fotografias modernas de exposição profunda revelam mais galáxias além da Via Láctea do que estrelas dentro dela: ilhas-universos que talvez contenham centenas de bilhões de sóis. A imagem é um manifesto sobre a humildade...
Nós humanos, somos retardatários. Aparecemos no último instante do espaço cósmico. Haviam transcorrido 99,998% da história do Universo até o presente quando nossa espécie entrou na cena. No vasto circuito de eras, não temos responsabilidades especial por nosso planeta ou pela vida. Não estávamos presentes.
É uma inteligente reflexão, isso para quem gosta do velho, surrado e salutar exercício egocêntrico do quem sou eu, donde vim e para aonde vou...
assista:
pálido ponto azul!!!
2008/12/11
filipetas cariocas
Dia Internacional dos Direitos Humanos
Os sucessivos governos já deixaram claro o seu compromisso com a manutenção de uma política de extermínio que nos remetem aos velhos tempos da ditadura. Outrora o extermínio de todos que se contrapusessem ao regime, hoje a criminalização da pobreza e daqueles que lutam.
O atual governo [sr. Sérgio Cabral Filho] do estado do Rio de Janeiro é responsável por um aumento vertiginoso do número de “autos de resistência” – civis mortos pela policia. Em 2007 foram computados 1330 registros. Nos primeiros três meses de 2008, foram registrados 358, o que representa um aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2007. Dados do encerramento do primeiro semestre desse ano apontam 849 mortes.
O custo humano dessa política de governo não se justifica! Hoje temos a polícia que mais mata e mais morre no mundo, num quadro trágico que já alcançou índices recordes, jamais vistos anteriormente.
Por isso nos lutamos no dia 10/12: para lembrar que 60 anos da declaração de direitos humanos já se passaram e os mesmos que a assinaram promovem uma política de extermínio que tem como conseqüência as chacinas do Alemão, de Acari, Borel, Caju, Coréia, Lins, Baixada, Candelária, Vigário Geral, o extermínio de 3 jovens na Providência.
Além das que atingiram nosso estado [R.J.], também recordaremos 12 anos do massacre em eldorado dos Carajás, a morte de Keno – militante do MST – pela Syngenta, os 111 presos exterminados no Carandiru e tantos tristes episódios que, além dos diários, memoram as trágicas conseqüências dessa política.
Acusamos os governos de genocídio, racismo, tortura e fascismo e exigimos: parem de matar os nossos jovens! Queremos justiça e uma profunda mudança na atual política de segurança pública! Chega de Milícia! Abertura dos arquivos da ditadura já: nossa memória é nossa história!
CABRAL, CHEGA DE EXTERMÍNIO!

* convocatória para ato público ocorrido no Dia Internacional dos Direitos Humanos [10/12/2008], a partir das 9h, em frente ao Palácio da Justiça (R. Dom Manuel, 29, Centro do Rio). Seguindo para a ALERJ (Rua 1.º de Março s/n) e para a Praça Mahatama Gandhi, aonde ocorreu uma vígilia.
fonte: http://rafaelfortes.wordpress.com/2008/12/09/ato-no-dia-internacional-dos-direitos-humanos/
2008/12/07
ações cotidiana
O único modo de lidar com o fanatismo ideológico é ignorá-lo e concentrar a atenção em pessoas que têm a mente suficientemente aberta para dar importância a evidências e argumentos.
Há dois aspectos no que eu escrevi sobre o terrorismo desde 1981, quando o governo Reagan ocupou o poder declarando que uma "guerra ao terror" seria o foco da política externa dos Estados Unidos, uma "guerra" que foi redeclarada por George Bush em 11 de setembro de 2001.
O primeiro [aspecto] é que eu uso a definição oficial de terrorismo dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Isso é considerado um escândalo, porque se usamos essas definições, significa diretamente que os Estados Unidos são um poderoso Estado terrorista, e o Reino Unido não fica muito atrás.
A conclusão, claro, é inaceitável.
Como a lógica é impecável, e a base factual não está em dúvida, a reação-padrão dos que fazem a apologia do terror do Ocidente é de pura irracionalidade. Uma das reações é a que você descreveu: fingir que a condenação consistente de todos os tipos de terror é uma apologia para o terror deles [fundamentalistas do alcorão] contra nós, o único tipo que pode ser discutido dentro do sistema doutrinário.
O segundo aspecto do que escrevo sobre o assunto é que, ao discutir o terror deles, eu acompanho de perto as análises dos principais especialistas em terrorismo islâmico do mundo acadêmico, da inteligência dos Estados Unidos e do jornalismo, como Fawaz Gerges, Michael Scheuer e Jason Burke.
Isso também é considerado um escândalo, porque eles fazem análises sérias, e é muito mais conveniente fazer poses heróicas diante das câmeras e falar de ‘fascismo islâmico’, ‘guerra de civilizações’ etc.
* trecho de uma entrevista concedida a filosofa Márcia Tiburi para a revista Cult (06/08/2008).
Leia mais, in:



